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Mato Grosso do Sul, 19 de maio de 2024
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Após críticas, Bolsonaro paga R$ 10,3 mi em seguro internacional para vacinas da Pfizer e Janssen

(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

O governo federal desembolsou R$ 10,3 milhões para contratar um seguro internacional que cubra a responsabilidade em casos de eventos adversos das vacinas da Pfizer e da Janssen. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vinha criticando os imunizantes desde dezembro de 2020.

Embora as vacinas ainda não tenham sido entregues ao Braisil, as ordens de pagamento foram emitidas pelo Ministério da Saúde em 30 de março, segundo a Folha de S. Paulo. Os pagamentos foram feitos à empresa inglesa de seguros Newline Underwriting Management Limited.

No dia seguinte, 31 de março, o governo antecipou o pagamento por 20% das doses de vacinas da Pfizer, com um depósito de R$ 1,14 bilhão. A Janssen recebeu R$ 536,7 milhões antecipados em 25 de março, segundo o jornal.

Em 18 de março, o Ministério da Saúde contratou 100 milhões de doses da Pfizer e outros 38 milhões de doses foram comprados da Janssen.

Na ocasião, de acordo com o então ministro Eduardo Pazuello, o Brasil tinha encomendadas 562 milhões de doses de vacinas, que devem ser entregues até o fim do ano. O numero contrasta com o início lento da campanha de vacinação, em meados de janeiro, com interrupções em alguns estados devido a atrasos nas entregas.

Além disso, o primeiro lote da Pfizer deve chegar ao Brasil apenas nesta quinta (29). Trata-se de 1 milhão de doses, ou 1% do previsto. Não há previsão para entrega da vacina da Janssen, que é em dose única.

Vacina deveria ser entregue em dezembro de 2020

Em agosto do ano passado, a Pfizer ofereceu ao governo brasileiro 70 milhões de doses da vacina com previsão de entrega ainda em dezembro. A oferta, porém, foi recusada.

Entre as justificativas do presidente Bolsonaro para rejeitar a vacina da Pfizer estava a exigência, por parte da farmacêutica, de que o governo arcasse com a responsabilidade civil em caso de efeitos colaterais do imunizante.

“Se tomar e virar um jacaré é problema seu. Se virar um super-homem, se nascer barba em mulher ou homem falar fino, ela [Pfizer] não tem nada com isso”, disse Bolsonaro em dezembro.

O Congresso, então, aprovou uma lei que flexibilizava as regras para a compra de vacinas. A partir daí, a negociação entre o governo e a Pfizer avançou.

Postura de Bolsonaro atrasou vacina em sete meses

A postura de Bolsonaro levou a um atraso de sete meses para a contratação da aquisição de vacinas da Pfizer.

Ou seja, o presidente recusou os imunizantes, debochou das vacinas, mas pagou pagou antecipadamente por vacinas da Pfizer e da Janssen, além de um seguro internacional para arcar com eventuais responsabilidades civis.

Até agora, no entanto, não há um cronograma claro de entrega de imunizantes pelas duas farmacêuticas.

Distribuição das doses

Ministério da Saúde estuda distribuir esse lote de vacinas da Pfizer somente para capitais e outros centros urbanos de grande porte. Os gestores entendem que, ao menos para essas primeiras doses, seria melhor adotar novas regras de distribuição, que considerassem a estrutura disponível em cada local. Isso porque a vacina da Pfizer demanda uma temperatura de -60°C para ser transportada em segurança.

Vacinação contra covid-19

O Brasil já aplicou Brasil aplicou ao menos uma dose de vacina contra Covid em mais de 30,2 milhões de pessoas. O número representa 14,29% da população brasileira.

Mas diversas cidades brasileiras suspenderam a aplicação da segunda dose. Segundo dados do Estadão, pelos menos oito estados estão sendo afetados pela falta de vacinas CoronaVac, vacina contra a covid-19 produzida pelo Instituto Butantan e pelo laboratório chinês SinoVac.

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