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Mato Grosso do Sul, 15 de junho de 2024
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Gilmar Mendes desmente Ernesto Araújo e o acusa de divulgar fake news

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) desmentiu, na noite de quarta-feira, 10, e chamou de “fake news” uma sequência de publicações feitas pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, no Twitter, sobre a condução da pandemia no Brasil.

Nas mensagens, em inglês, o chanceler repetiu a afirmação feita pelo presidente Jair Bolsonaro de que uma decisão da Corte tirou o poder do governo federal para determinar medidas de enfrentamento à covid-19. O magistrado, também em inglês, classificou o comentário como “fake news“.

Os comentários de Araújo foram feitos na esteira de uma matéria veiculada na rede americana CNN, que repercutia o “dia mais mortal” da covid-19 no Brasil. Antes da briga virtual dos ministros, em novo recorde, o País registrou 2.349 mortes pela covid-19 em 24 horas, segundo o consórcio formado pelo EstadãoG1, O Globo, Extra, Folha e UOL.

“A CNN entende tudo errado sobre Brasil e Covid. Aqui estão os fatos: Após uma decisão da Suprema Corte de abril de 2020, os governadores estaduais  não o presidente  têm, na prática, toda autoridade para estabelecer / administrar todas as medidas de distanciamento social”, escreveu Araújo.

Também em inglês, Gilmar Mendes rebateu a informação distorcida pelo chanceler.”A verdade é que o Supremo Tribunal Federal decidiu que as administrações federal, estadual e municipal têm competência para adotar medidas de distanciamento social. Todos os níveis de governo são responsáveis pelo desastre que enfrentamos”, afirmou o ministro do STF.

No início do ano, o Supremo publicou nota, em 18 de janeiro, esclarecendo que nunca proibiu o governo federal de estabelecer medidas de combate ao coronavírus.

“Na verdade, o Plenário decidiu, no início da pandemia, em 2020, que União, Estados, Distrito Federal e municípios têm competência concorrente na área da saúde pública para realizar ações de mitigação dos impactos do novo coronavírus. Esse entendimento foi reafirmado pelos ministros do STF em diversas ocasiões”, diz o texto.

 

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