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Mato Grosso do Sul, 3 de março de 2024
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Parto prematuro é debatido na Câmara dos Vereadores em Campo Grande

O parlamentar progressista disse que, além do risco de morte para a mãe e bebê, o nascimento prematuro deixa marcas psicológicas permanentes para as famílias e é a principal causadora de sequelas de saúde nos recém-nascidos, muitas vezes acarretando danos incapacitantes
Texto e Fotos: Assessoria de Imprensa
Vereador Dr. Victor Rocha
Texto e Fotos: Assessoria de Imprensa Vereador Dr. Victor Rocha

O vereador Dr. Victor Rocha (PP) convidou a representante da Ong “Prematuridade.com”, Karen Crystina Deduch Honório de Godoy para usar a tribuna da Câmara Municipal para falar da importância do “Novembro Roxo” – mês destinado à conscientização acerca dos desafios dos nascimentos prematuros. A fala aconteceu na Sessão Ordinária de quinta-feira (30).

Dr. Victor Rocha é o autor da Lei nº 7.044, de 5 de maio de 2023 que institui o programa “Novembro Roxo”, destinado a desenvolver ações de conscientização sobre a importância de prevenir o parto prematuro e ressaltar os cuidados para uma gestação segura.L

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a prematuridade (nascimento antes de 37 semanas de gestação) é a primeira causa de mortalidade infantil no mundo todo. Segundo dados da UNICEF e do Ministério da Saúde, 11,7% de todos os partos realizados no País são prematuros. Esse percentual nos coloca na décima posição entre os países onde mais nascem crianças prematuras, contabilizando aproximadamente 300 mil nascidos prematuros todos os anos.

“Entre as principais causas de parto prematuro estão as infecções maternas, hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo, pré-natal deficitário, gestação na adolescência ou muito tardia e o alto índice de cesáreas eletivas, entre outros. Sua divulgação se torna extremamente importante para prevenir que essas situações estressantes, e às vezes até mesmo óbitos ocorram. É importante ressaltar que, ainda de acordo com o Ministério da Saúde, a prematuridade está ligada a 53% dos óbitos no primeiro ano de vida. A prematuridade é um grande problema de saúde pública no Brasil”, explicou Dr. Victor Rocha.

O parlamentar progressista disse que, além do risco de morte para a mãe e bebê, o nascimento prematuro deixa marcas psicológicas permanentes para as famílias e é a principal causadora de sequelas de saúde nos recém-nascidos, muitas vezes acarretando danos incapacitantes. Muitas mães e pais acabam abandonando seus empregos para dedicarem-se aos filhos, que precisam de cuidados especiais quando têm alta hospitalar.

Karen Crystina relatou sua experiência como mãe de um prematuro e falou das atividades desenvolvidas pela ONG “Prematuridade.com” em Mato Grosso do Sul e no Brasil.

“Quando sonhamos com a maternidade, nunca nos passa pela cabeça que algo ruim pode acontecer. Planejamos cada momento. Mas, a prematuridade, nem aparece no check-list de uma gestão. Os exames pré-natal estavam em dia. Foram 81 longos dias de internação, graças a Deus sem nenhuma sequela”, relatou.

O filho de Karen, Miguel, nasceu com 28 semanas, no dia 2 de agosto, com pouco mais de 1 kg. Segundo ela, um em cada dez bebês nascem prematuros. O parto prematuro, também, é a principal causa de mortalidade de crianças antes dos cinco anos de idade. O Brasil é o 10º no ranking de prematuridade, com 380 mil nascimentos prematuros todos os anos.

“Por isso, abracei a causa. A Associação nasceu da experiência de mães com a prematuridade e suas consequências. Em 2011, éramos apenas um blog. Hoje, nossas ações visam reduzir a incidência da prematuridade e diminuir os danos à saúde dos bebês”, completou.

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