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Mato Grosso do Sul, 16 de abril de 2024
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Pastor e mãe de menina de 10 anos são indiciados por estupro

Ele foi flagrado por uma testemunha saindo da casa fechando o zíper da calça e arrumando o cinto
Pastor foi pego em flagrante enquanto saia da casa com a criança — Foto: Reprodução
Pastor foi pego em flagrante enquanto saia da casa com a criança — Foto: Reprodução

O pastor evangélico, identificado como Idamir Fidelis Pereira, 55 e a mãe de uma criança de 10 anos foram indiciados, nessa segunda-feira (16) em Cáceres (225 km a oeste de Cuiabá). O suspeito responderá criminalmente por estupro de vulnerável e por armazenar conteúdo pornográfico envolvendo a menor. Já mãe foi indiciada omissão em relação ao estupro sofrido pela filha, e responderá pelo crime de estupro de vulnerável. O procedimento tramita em sigilo. 

A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Cáceres instaurou inquérito policial a partir do registro da denúncia do abuso sexual ocorrido em 6 de outubro, quando a Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência envolvendo a criança de 10 anos, que estava sendo mantida em cárcere privado. O homem de 55 anos foi detido em flagrante, contido por testemunhas e vizinhos da residência onde ocorreu o fato e foi encaminhado para a delegacia. 

Conforme informações, o autor do crime manteve a criança dentro de sua casa, onde cometeu o estupro. Ele foi flagrado por uma testemunha saindo da casa fechando o zíper da calça e arrumando o cinto. Ao ver que foi filmado, tentou fugir, mas acabou contido por vizinhos que acionaram a polícia.

“Por armazenar esse tipo de conteúdo, ele também responderá pelo crime previsto no artigo 240 do Estatuto da Criança e do Adolescente: Produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente”, informou a Polícia Judiciária Civil. 

A delegada Paula Araújo explicou que a vítima foi atraída pelo indiciado até sua casa por meio de mensagens via aplicativo WhatsApp. De acordo com a investigação, ele dava pequenas quantias em dinheiro à criança e a mãe da vítima era ciente do que ocorria. 

Diligências e oitivas realizadas pela delegacia de Cáceres reuniram diversos elementos probatórios que atestaram a autoria dos crimes, inclusive a extração de dados dos aparelhos celulares apreendidos que mostraram as conversas mantidas entre o autor do crime, a mãe da criança e a vítima. “Diante das provas colhidas nos autos, inexistem dúvidas quanto a autoria e materialidade dos crimes imputados aos indiciados”, destacou a delegada. 

A menor está em acompanhamento psicológico e o pastor e a mãe da criança seguem presos.

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