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Mato Grosso do Sul, 19 de maio de 2024
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Policiais envolvidos na morte de ex-vereador em Anastácio pedem afastamento devido a licença médica

Dinho Vital, foi tragicamente morto por disparos de arma de fogo
Dinho Vital, foi tragicamente morto por disparos de arma de fogo

Os policiais militares, sargento Valdeci Alexandre da Silva Ricardo, e o cabo Bruno César Malheiros dos Santos, foram afastados das atividades, devido a licença médica. Eles são investigados pela morte do ex-vereador Wander Alves Meleiro, o Dinho Vital, de 40 anos, a tiros após confusão em uma festa, na cidade de Anastácio, a 122 km de Campo Grande.

Segundo o advogado que representa os militares, Lucas Rocha, os dois estão muito abalados com os fatos e passaram por psicóloga da instituição. A profissional entendeu ser melhor que os policiais fossem afastados para tratamento. “Todavia, seguem à disposição de todas as autoridades e cooperando com as investigações”, disse a defesa.

O afastamento aconteceu na segunda-feira (13). A reportagem procurou a assessoria de imprensa da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) para saber sobre o decorrer da investigação, que segue pela Corregedoria da corporação, mas não teve retorno.

O crime

Dinho foi morto na BR-262, no fim da tarde da última quarta-feira, 8 de maio, logo após brigar com o ex-prefeito de Anastácio, Douglas Melo Figueiredo (PSDB), durante festa de comemoração do aniversário da cidade, em uma chácara próxima à rodovia.

Segundo relataram testemunhas, o ex-vereador, aparentemente alcoolizado, discutiu com o ex-prefeito na festa dada em comemoração aos 59 anos do município. A briga começou depois que o atual prefeito, Nildo Alves (PSDB), anunciou que lançaria Douglas pré-candidato pelo partido, e foi separada por outros frequentadores.

O ex-vereador saiu, voltou armado e ficou às margens da rodovia com o carro Fiat Toro. Abordado, os policiais dizem que ele reagiu e houve troca de tiros, quando Dinho foi atingido. O veículoficou com o pneu furado na rodovia e uma arma também foi encontrada próxima ao corpo.

Apesar do relato de troca de tiros dado pelos militares, a reportagem apurou que um dos disparos foi pelas costas de Dinho, que transfixou o peito. O outro na barriga, que pegou superficialmente na pele e saiu próximo ao umbigo.

A informação que circula na cidade é que o sargento e o cabo, que não estavam fardados, faziam parte da equipe de segurança particular contratada por Douglas Figueiredo. Eles negam.

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