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Mato Grosso do Sul, 1 de março de 2024
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Remédio popular pode ser a chave para a prevenção do câncer colorretal, aponta estudo

O câncer colorretal é o mais frequente nos dois gêneros, depois do de próstata e de mama, respectivamente. Estudos mostraram que há fatores de risco para a doença associados ao estilo de vida.
O câncer colorretal inclui tumores que se desenvolvem na parte do intestino grosso e no reto. A incidência é maior a partir dos 50 anos de idade
O câncer colorretal inclui tumores que se desenvolvem na parte do intestino grosso e no reto. A incidência é maior a partir dos 50 anos de idade

O ácido acetilsalicílico é um medicamento comum e de uso variado e, agora, os cientistas podem ter descoberto mais uma utilização para ele: a prevenção do câncer colorretal.

Em um estudo, pesquisadores da LMU (Ludwig Maximilian University), de Munique, na Alemanha, descobriram que o medicamento induz a produção de duas moléculas de microRNA supressoras de tumor, chamadas de miR-34a e miR-34b/c.

Eles descobriram, também, que, quando pacientes com doenças cardiovasculares tomavam baixas doses do ácido acetilsalicílico durante vários anos, o risco de câncer colorretal era reduzido. 

Para tal produção, o ácido acetilsalicílico se liga à enzima AMPK e a a, alterando o fator de transcrição NRF2, responsável por influenciar a expressão genética do miR-34a. O medicamento suprime também as moléculas c-MYC, genes cancerígenos que inibem o NRF2.

Os resultados mostraram que os genes miR-34 são essenciais para que o remédio possa ter o efeito inibitório nas células do câncer de intestino, não gerando os efeitos benéficos atestados em células sem tais genes. 

Tem aumentado cada vez mais o número de pessoas jovens (abaixo de 50 anos) que descobrem ter câncer colorretal. No Brasil, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima que, neste ano, 21,9 mil homens e 23,6 mil mulheres possam desenvolver tumores nessa região. O câncer colorretal é o mais frequente nos dois gêneros, depois do de próstata e de mama, respectivamente. Estudos mostraram que há fatores de risco para a doença associados ao estilo de vida.

Os tumores que atingem a região colorretal também podem ser chamados de câncer de cólon ou retal, dependendo da localização exata. Assim como os demais, apresentam um crescimento desordenado de células, que se espalham. A maioria começa com pólipos, que são pequenas saliências. Nem todos os pólipos viram câncer, mas alguns deles são considerados pré-cancerosos.

Por isso, a importância de acompanhamento médico, normalmente a partir dos 45 anos, para quem tem risco considerado médio (sem histórico pessoal ou familiar de câncer colorretal, sem doenças inflamatórias intestinais e sem histórico de radioterapia prévia na região abdominal ou pélvica).

Alimentação

A American Cancer Society lista a alimentação saudável como uma das principais recomendações para reduzir o risco de câncer colorretal. O consumo de muitos vegetais, frutas e grãos tem sido associado a incidências menores de tumores nessa área.

Por outro lado, dietas ricas em carne vermelha e, principalmente, carnes processadas (presunto, linguiça, bacon etc.) podem aumentar o risco de uma pessoa desenvolver câncer colorretal ao longo da vida.

Exercício físico

A prática regular de atividade física também é descrita como outro hábito que reduz o risco de câncer colorretal e de uma série de outras doenças.

Controle o seu peso

O sobrepeso e a obesidade são apontados como fatores que aumentam o risco de câncer de cólon e reto.

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