Mato Grosso do Sul, 6 de junho de 2026
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Mato Grosso do Sul consolida protagonismo em sustentabilidade e preservação ambiental

Estado se destaca na conservação do Pantanal e no pioneirismo da agenda Carbono Neutro 2030, ganhando reconhecimento nacional e internacional
Imagem -  Atacama Agência
Imagem - Atacama Agência

Mato Grosso do Sul foi projetado ao centro das discussões ambientais nacionais durante o evento CNN Talks – Potência Verde, realizado em São Paulo, no dia 8 de setembro. A pauta ambiental do Estado, liderada pelo programa MS Carbono Neutro 2030 e pelas medidas de preservação do Pantanal, foi apresentada pelo secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia). A iniciativa reuniu autoridades, especialistas e representantes do agronegócio em preparação para a COP30, que será realizada em Belém, no Pará, em novembro.

No encontro, Verruck destacou que o Mato Grosso do Sul se tornou referência na preservação do Pantanal por meio de medidas estruturantes que unem governo, produtores rurais e comunidades tradicionais. O secretário ressaltou a criação da lei estadual específica para o bioma, o Fundo Clima Pantanal e o primeiro programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que já destinou mais de R$ 30 milhões a produtores que optaram por manter áreas nativas preservadas.

Segundo ele, 81,3% da vegetação nativa do Pantanal permanece intacta, resultado de um esforço coletivo que envolve cerca de 97% do território privado. Entre as ações de destaque está o manejo integrado do fogo, hoje convertido em lei federal, além da implementação de créditos de carbono e biodiversidade. “Essas políticas asseguram que o Pantanal siga como um patrimônio mundial, conciliando produção agropecuária e preservação ambiental”, afirmou Verruck.

Carbono Neutro 2030: meta ousada e pioneira

Outro ponto central da apresentação foi o programa MS Carbono Neutro 2030, que tem como objetivo tornar o Estado o primeiro do Brasil a neutralizar suas emissões de carbono. O plano contempla iniciativas robustas, como a rastreabilidade da produção de carne carbono neutro, em parceria com a Embrapa e a Marfrig, a ampliação da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), já presente em mais de 3 milhões de hectares, e investimentos superiores a R$ 1 bilhão em biometano, voltados para a descarbonização do transporte.

Mais de 500 empresas já estão cadastradas no sistema Carbon Control, que exige o balanço de emissões de carbono de todas as atividades licenciadas no Estado. Para Verruck, essa medida fortalece a competitividade de Mato Grosso do Sul no mercado internacional, especialmente em um momento em que consumidores e investidores priorizam cadeias produtivas sustentáveis.

O secretário, no entanto, fez um alerta: o Brasil precisa aprimorar sua comunicação internacional sobre sustentabilidade. “Temos políticas concretas, mas ainda falamos apenas para nós mesmos. Falta mostrar ao mundo que o agronegócio brasileiro já opera de maneira sustentável. Essa lacuna abre espaço para interpretações distorcidas sobre nossa atuação”, avaliou.

Reconhecimento nacional e desafios futuros

O protagonismo de Mato Grosso do Sul foi ressaltado por outras autoridades presentes. O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Guilherme Piai, destacou a política de PSA como um avanço histórico. “Não é justo que produtores que preservam milhões de hectares não sejam recompensados por isso. Mato Grosso do Sul quebrou esse paradigma ao oferecer remuneração por serviços ambientais”, afirmou.

O evento também contou com o lançamento da série “Rota Bioceânica”, produzida pela CNN, que explora os impactos econômicos e ambientais do corredor logístico que ligará o Brasil ao Oceano Pacífico. O projeto promete reduzir em até 30% os custos de transporte e encurtar em 17 dias o tempo de exportações para o mercado asiático.

Ao fim do encontro, ficou evidente que Mato Grosso do Sul não apenas consolida sua posição de destaque na agenda ambiental brasileira, como também se projeta como exemplo global de integração entre produção, inovação e sustentabilidade. A combinação de políticas públicas, participação do setor privado e engajamento social demonstra que o Estado tem conseguido transformar desafios ambientais em oportunidades estratégicas para o futuro.

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