Mato Grosso do Sul, 29 de junho de 2026
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Em meio a chuvas e surto de dengue, omissão da prefeita Adriane Lopes gera revolta em Campo Grande

Com o aumento das chuvas, os bueiros entupidos agravam as enchentes, causando transtornos a motoristas e pedestres. Moradores relatam que a falta de limpeza de galerias pluviais é uma das principais causas de alagamentos recorrentes
Imagens - Pelas Ruas de Campo Grande
Imagens - Pelas Ruas de Campo Grande

Com a chegada do periodo de chuvas que assolam Campo Grande e o crescente surto de doenças como Dengue, Chikungunya e Zika, a população está indignada com a falta de ação da prefeita Adriane Lopes. A gestão municipal tem deixado a desejar em serviços essenciais como limpeza, capinação de escolas, Centros de Educação Infantil (Ceinfs) e praças públicas, além da limpeza de bueiros, que são fundamentais para evitar enchentes e a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

A revolta aumenta à medida que a prefeitura insiste no bilionário serviço de tapa-buracos, que já se mostra ineficaz devido ao asfalto saturado da cidade. A pergunta que ecoa entre os moradores é clara: por que não investir em recapeamento asfáltico onde realmente se faz necessário?

População refém do descaso

Quem caminha pelas ruas de Campo Grande se depara com matagal tomando conta de áreas públicas e escolares, criando ambiente propício para proliferação de mosquitos e outros vetores de doenças. “Nossos filhos estão expostos a todo tipo de perigo. Não há limpeza, não há capinação, e nós é que temos que nos virar para evitar que nossos quintais virem criadouros de dengue”, afirma Ana Maria, mãe de dois alunos da rede municipal.

O aumento de casos de dengue é alarmante. Hospitais e unidades de saúde relatam superlotação, enquanto os serviços de fumacê para controle do Aedes aegypti desaparecem das ruas. “Onde estão os veículos de borrifação? Antes, eles passavam regularmente no bairro, mas agora não os vemos mais”, questiona o comerciante José Carlos.

O aposentado João Batista, que mora há 30 anos na região central, desabafa: “A prefeitura só aparece em época de eleição. A cidade está abandonada, ninguém limpa as ruas, e os buracos estão piores do que nunca.”

Especialistas alertam para riscos sanitários

Médicos sanitaristas e infectologistas também expressam preocupação com o atual cenário. O infectologista Dr. Ricardo Silva afirma que a falta de ações preventivas pode gerar uma epidemia de grandes proporções. “Estamos em um momento crítico, e sem medidas rápidas e eficazes, a cidade pode enfrentar uma crise sanitária de proporções alarmantes”, destaca.

O sanitarista Dr. Paulo Mendes ressalta que “a proliferação do Aedes aegypti é uma consequência direta da falta de gestão eficiente na limpeza urbana. A prefeitura precisa priorizar a saúde pública em vez de medidas paliativas ineficazes.”

Colcha de retalhos nas ruas e avenidas

O foco da atual administração tem sido a continuidade do programa de tapa-buracos, que gera contratos milionários e paliativos, enquanto a infraestrutura da cidade segue deteriorada. O recapeamento, que seria uma solução definitiva para diversas vias, é negligenciado, levantando suspeitas entre os moradores sobre os reais interesses por trás dessas decisões. “As ruas parecem uma colcha de retalhos, você desvia de um buraco e cai em outro. O asfalto não aguenta mais tantos remendos, precisamos de uma solução definitiva”, reclama a motorista Fernanda Souza.

Moradores e especialistas apontam que o serviço de tapa-buracos se tornou uma verdadeira máquina de dinheiro para as empreiteiras contratadas, que lucram valores milionários com obras que não resolvem os problemas de infraestrutura da cidade. “É um ciclo sem fim, cada chuva leva embora o asfalto e eles voltam a remendar as mesmas ruas, sempre com novos contratos milionários”, denuncia o morador Ricardo Alves.

Danos aos veículos e prejuízo para motoristas

Além dos transtornos diários, motoristas e proprietários de veículos reclamam dos prejuízos causados pela falta de manutenção das vias públicas e a crescente quantidade de buracos espalhados pelas ruas e avenidas. “Já tive que trocar duas vezes os pneus do meu carro em menos de seis meses por causa desses buracos. É um absurdo pagar impostos e ter que arcar com esse prejuízo”, desabafa o taxista Marcos Ribeiro.

A empresária Camila Andrade também relata os problemas enfrentados: “Meu carro caiu em um buraco na Avenida Gury Marques e tive que gastar uma fortuna para arrumar a suspensão. Não dá mais para dirigir tranquilo em Campo Grande, é buraco por toda parte.”

Mecânicos da cidade confirmam o aumento da demanda por consertos de suspensão e pneus devido à situação precária do asfalto. “Nos últimos meses, vimos um crescimento considerável de clientes chegando com problemas relacionados a buracos. Suspensões, alinhamento e pneus danificados são os mais comuns”, afirma o mecânico Carlos Alberto, dono de uma oficina no bairro Monte Castelo.

O impacto no dia a dia da cidade

Com o aumento das chuvas, os bueiros entupidos agravam as enchentes, causando transtornos a motoristas e pedestres. Moradores relatam que a falta de limpeza de galerias pluviais é uma das principais causas de alagamentos recorrentes. “A cada chuva, minha rua vira um rio, e já perdi móveis e eletrodomésticos por conta disso”, lamenta a dona de casa Maria Eduarda.

Mobilização popular

Diante do cenário caótico, movimentos comunitários e lideranças locais começam a se organizar para cobrar uma posição efetiva da prefeita Adriane Lopes. “Não podemos mais esperar. A saúde pública está em colapso, e precisamos de ações imediatas”, destaca o líder comunitário Paulo Henrique.

A população exige transparência e respostas sobre os motivos que levaram a suspensão dos serviços de capinação e roça, principalmente neste período crítico em que a proliferação do Aedes aegypti está em alta.

E agora, prefeita?

Enquanto isso, a pergunta que não quer calar continua ecoando entre os campo-grandenses: por que priorizar paliativos ineficazes em detrimento de soluções definitivas? A população aguarda respostas e ações concretas, porque a cidade não pode mais esperar. #CampoGrandeAbandonada

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