Na madrugada desta quarta-feira (26), a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Universitário, em Campo Grande, foi palco de um ataque assustador contra uma enfermeira. O suspeito, um homem que chegou à unidade de bicicleta e estava vestido de preto, invadiu o local de forma agressiva, com a intenção de cometer um estupro. A ação foi interrompida por colegas de trabalho da vítima, que ouviram os gritos e conseguiram impedir a agressão.
A enfermeira estava saindo do banheiro quando foi surpreendida. O homem tampou sua boca e tentou aplicar um mata-leão, mas não conseguiu concluir a ação graças à intervenção dos outros funcionários, que rapidamente correram para socorrê-la. “Ele tentou puxar minha colega para dentro do banheiro e mandava ela ficar quieta. Não tentava roubar nada”, contou uma das colegas da vítima, que preferiu não ser identificada.
Os funcionários conseguiram trancar o agressor na sala de raio-X até a chegada da polícia, mas ele conseguiu escapar. “Ele destravou a porta, saiu e ainda passou pelo guarda”, relatou a colega da enfermeira. Após o ataque, a vítima ficou com ferimentos e muitas dores no pescoço, fruto da tentativa de estrangulamento. A profissional está assustada e foi encaminhada para a delegacia para registrar o caso.
O medo e a sensação de insegurança tomaram conta dos profissionais que estavam de plantão na UPA. “Aqui, a maioria dos profissionais é mulher, e estamos nos sentindo desprotegidas dentro do local de trabalho. Não esperamos passar por uma situação dessas”, desabafou uma funcionária. Além do medo gerado pelo ataque, as reclamações sobre a falta de segurança são constantes entre os trabalhadores da unidade. “A sensação de insegurança é diária. Aqui tem portas por todos os lados e, frequentemente, acontecem furtos”, completou a colega da vítima.
No mesmo dia, a sensação de vulnerabilidade aumentou ainda mais quando a bolsa de uma médica foi furtada dentro da unidade. A profissional relatou que o autor do furto foi identificado como um usuário de drogas, que conseguiu entrar na parte interna da UPA, viu a bolsa e a levou. A equipe tentou correr atrás do suspeito, mas não conseguiu alcançá-lo.
O caso deixou os profissionais ainda mais inseguros, pois, além do ataque, a falta de segurança nas dependências da UPA também está cada vez mais evidente. Eles pedem providências da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) sobre a situação.
O ataque violento e os furtos constantes na unidade de saúde revelam a urgente necessidade de medidas de segurança adequadas para proteger os profissionais que estão ali para prestar cuidados à população. A sociedade e os trabalhadores esperam que as autoridades tomem ações rápidas e eficazes para garantir a integridade de todos no local de trabalho.
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