Mato Grosso do Sul, 29 de junho de 2026
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Mulher é detida após agredir filha e ameaçar guardas em terminal de ônibus em Campo Grande

Agressora, sob efeito de drogas, foi presa após resistir à abordagem e ameaçar servidores da GCM; criança foi encaminhada ao Conselho Tutelar
Imagem - CG Notícias
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Em uma cena de tensão e agressão no Terminal Bandeirantes, em Campo Grande, uma mulher de 23 anos foi detida nesta quarta-feira (26) após agredir a filha de 7 anos e ameaçar uma equipe da Guarda Civil Metropolitana (GCM). O caso gerou comoção e revolta entre os passageiros do transporte público, que filmaram a ação dos guardas, evidenciando a resistência da agressora e a forma como a criança estava sendo tratada durante a abordagem.

Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, a confusão teve início quando a mulher começou a xingar os funcionários do terminal e se recusou a pagar a passagem do ônibus, chegando a pular a catraca. Testemunhas relataram que, além do desentendimento com os funcionários, a mulher também agrediu a filha com tapas na cabeça, o que levou os guardas a serem acionados.

Ao chegarem ao local, a equipe da GCM se deparou com a mulher bastante alterada e agressiva. Ela não hesitou em partir para a agressão física contra um dos guardas, desferindo chutes no joelho e proferindo xingamentos de baixo calão. “Guardinha filho da p…, seu guarda veadinho, guarda de merda”, gritou a mulher, enquanto fazia gestos obscenos e ameaçava o agente de segurança: “Vou te matar, seu arrombado, se me prender, vou até o inferno para matar esse GCM”.

A situação ficou ainda mais tensa quando a mulher, aparentemente sob efeito de drogas, se recusou a ser detida e foi algemada pelos guardas, que precisaram de apoio para controlá-la. Durante a abordagem, a criança, que estava visivelmente assustada e chorando, foi retirada da mãe e entregue ao Conselho Tutelar, que ficou responsável por seu bem-estar e acompanhamento.

O incidente foi registrado por diversas testemunhas que estavam no local, e um vídeo da abordagem circulou pelas redes sociais. Nele, é possível ver a mulher resistindo à prisão, enquanto os guardas tentam algemá-la. No vídeo, também é possível ouvir a criança gritando e chorando, o que gerou indignação entre os presentes. “Olha a violência com a criança”, diz uma mulher, enquanto outra passageira reclama da atuação dos guardas: “Não é motivo para isso”.

A população reagiu com revolta, e alguns passageiros chegaram a criticar os servidores da GCM, xingando-os de forma agressiva. “Bando de filho da puta fardado”, gritou um homem enquanto filmava a cena. No entanto, a GCM se defendeu, afirmando que todas as suas ações seguem os protocolos legais e institucionais, com o objetivo de garantir a segurança pública e a ordem no local.

Após a prisão, a mulher foi encaminhada para a delegacia, onde ficará à disposição da Justiça. Ela foi detida por agressão à filha e resistência à prisão, além das ameaças feitas aos guardas. O caso segue sendo investigado pelas autoridades competentes, e o Conselho Tutelar continuará acompanhando a situação da criança, garantindo que ela receba o suporte necessário.

Esse incidente gerou discussões sobre a abordagem policial em situações envolvendo crianças e sobre a necessidade de um atendimento mais humanizado em casos de violência doméstica. A população espera que medidas de proteção e cuidados especiais sejam tomadas para garantir que a criança esteja segura e acolhida, longe de qualquer tipo de agressão ou trauma.

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