Mato Grosso do Sul, 28 de junho de 2026
Campo Grande/MS: Carregando...

Jovem é envenenado com bolinhos e padrasto é preso sob suspeita de tentativa de homicídio e abuso sexual

Caso que chocou São Bernardo do Campo revela histórico de abusos e violência silenciosa dentro do ambiente familiar

Lucas da Silva Santos, de 19 anos, encontra-se internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde a última sexta-feira, 11 de julho, após ingerir bolinhos de mandioca supostamente envenenados. O prato, aparentemente inofensivo, teria sido encomendado pelo padrasto da vítima, Admilson Ferreira dos Santos, e enviado à residência da família pela tia de Lucas, Cláudia Pereira dos Santos, irmã de Admilson.

Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo, a motivação do crime teria sido passional. Admilson não aceitava o desejo do enteado de sair de casa e, por meio de mensagens trocadas em aplicativos, demonstrou profunda insatisfação com a iminente saída do jovem, o que levanta fortes indícios de premeditação.

A delegada responsável pelo caso, Liliane Doretto, declarou que, além da tentativa de homicídio, Admilson também é investigado por abuso sexual de outras duas vítimas, de 4 e 9 anos, casos que teriam ocorrido durante anos, sem que houvesse denúncias formais. A ausência de registros policiais teria sido causada pelo controle emocional exercido pelo suspeito sobre as vítimas. Esse mesmo padrão de manipulação emocional teria sido identificado na relação com Lucas.

Admilson Ferreira dos Santos foi preso temporariamente na quarta-feira, 16 de julho, no bairro Alvarenga, em São Bernardo do Campo. Durante a ação, ele permaneceu em silêncio, não reagiu à prisão e tampouco confessou os crimes. A delegada informou que pedirá à Justiça a conversão da prisão temporária em preventiva, considerando a gravidade das acusações e os riscos que o suspeito representa às vítimas e à sociedade.

Os bolinhos foram preparados por Cláudia Pereira dos Santos, irmã do acusado. Em depoimento, ela alegou que apenas atendeu a um pedido do irmão, como costuma fazer por hobby, e que sua filha, de apenas 9 anos, levou os alimentos à casa de Lucas. Cláudia negou qualquer envolvimento no suposto envenenamento e afirmou manter uma relação cordial, embora distante, com o restante da família.

Na noite do crime, todos os moradores da casa consumiram os bolinhos e posteriormente jantaram normalmente. No entanto, apenas Lucas passou mal, cerca de trinta minutos após a refeição, e precisou ser levado às pressas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro União com o auxílio de um vizinho. O quadro clínico do jovem exigiu internação imediata na UTI, onde ele permanece sob cuidados intensivos.

A equipe médica do hospital aguarda os resultados dos exames toxicológicos para determinar qual substância foi utilizada no envenenamento e avaliar possíveis sequelas neurológicas. Amostras dos alimentos e ingredientes utilizados nos bolinhos foram coletadas tanto na residência da vítima quanto na da tia e estão sendo analisadas pela perícia.

O caso expôs não apenas uma tentativa de assassinato por meio de um ato silencioso e doméstico, como também trouxe à tona a existência de um ciclo prolongado de abusos, que teriam sido encobertos pelo medo, pela manipulação e pela ausência de denúncia.

A sociedade acompanha com atenção o desenrolar das investigações, que podem desvelar um histórico mais profundo de violência familiar, negligência emocional e crimes cometidos à sombra da impunidade.

#JustiçaPorLucas #CrimesFamiliares #ViolênciaSilenciosa #AbusoSexualInfantil #TentativaDeHomicídio #DelegadaLilianeDoretto #CasoLucasSantos #PrisãoDoPadrasto #InvestigaçãoPolicial #Envenenamento #PeríciaCriminal #SãoBernardoDoCampo

Suas preferências de cookies

Usamos cookies para otimizar nosso site e coletar estatísticas de uso.