Mato Grosso do Sul, 26 de junho de 2026
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Comércio clandestino de combustíveis é desmantelado em Cassilândia com apreensão de mais de seis mil litros

Operação da Polícia Civil revela estrutura criminosa sofisticada em área residencial, com risco grave à segurança pública e ao meio ambiente
Policiais flagraram o momento que etanol era vendido de forma irregular (Foto: Divulgação/PC)
Policiais flagraram o momento que etanol era vendido de forma irregular (Foto: Divulgação/PC)

Na manhã desta quarta-feira, 23 de julho, a Polícia Civil do município de Cassilândia, por meio da equipe do Setor de Investigações Gerais (SIG), executou uma operação que culminou na prisão de dois homens envolvidos com o armazenamento irregular e a comercialização clandestina de combustíveis. A ação, realizada no Bairro Estrela do Vale, resultou não apenas nas detenções em flagrante, como também na descoberta de uma estrutura altamente perigosa montada em uma área urbana, com total desprezo pelas normas de segurança e pelas leis ambientais e econômicas vigentes.

O mandado de prisão foi cumprido no momento em que um dos investigados realizava a venda ilegal de etanol. A abordagem foi imediata e eficiente, sendo os dois homens detidos sem possibilidade de reação. O flagrante confirmou o que já vinha sendo apurado: havia atividade comercial habitual e sistemática envolvendo produtos inflamáveis, em ambiente residencial, sem qualquer controle técnico ou autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Durante a vistoria no imóvel, os agentes localizaram mais de seis mil litros de combustíveis diversos gasolina, etanol e diesel — armazenados de maneira rudimentar, em galões plásticos, tambores metálicos e dois tanques industriais do tipo IBC, todos instalados sem proteção adequada. A operação também resultou na apreensão de bombas de sucção e de um dispositivo artesanal conhecido popularmente como “chupa cabra”, ferramenta comumente utilizada para a extração ilícita de combustível diretamente de caminhões-tanque.

A delegada responsável pela investigação, Eva Maira Cogo, destacou a gravidade da situação, enfatizando que o ambiente era absolutamente inadequado para o volume de combustíveis ali depositado, e que havia risco concreto de explosão ou incêndio. Segundo ela, o modo de atuação dos suspeitos revela um grau de organização que evidencia não apenas a prática reincidente, mas também a intenção deliberada de lucrar à margem da lei, mesmo diante dos riscos coletivos.

“O que encontramos foi uma verdadeira bomba-relógio dentro de uma zona residencial. Além da ilegalidade da atividade comercial, havia um perigo real e iminente à integridade de dezenas de famílias que vivem no entorno. A conduta dos envolvidos é reiterada e demonstra total desrespeito à legislação ambiental e econômica”, afirmou a delegada.

O homem responsável pelo armazenamento e comercialização do combustível foi autuado com base no artigo 1º, inciso I, da Lei nº 8.176/91, que trata dos crimes contra a ordem econômica, e também no artigo 56 da Lei nº 9.605/98, que versa sobre crimes ambientais. Já o comprador do etanol foi autuado pelo crime ambiental previsto na mesma legislação.

Dada a reincidência e a expressiva quantidade de material inflamável apreendido, a autoridade policial representou junto ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante do principal suspeito em prisão preventiva, justificando a necessidade da medida para preservar a ordem pública e evitar a continuidade da prática criminosa.

O caso reforça a importância da atuação constante das forças de segurança em regiões interioranas, onde a fiscalização é muitas vezes desafiada pela extensão territorial e pela criatividade dos infratores. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos e apurar a origem do combustível distribuído ilegalmente.

A operação foi considerada exitosa e evitou o que poderia ter sido uma tragédia de grandes proporções. Ao desmontar o esquema, as autoridades reforçaram o compromisso com a segurança da população e o cumprimento rigoroso da legislação. O alerta permanece à sociedade para que denuncie atividades suspeitas e contribua com a manutenção da ordem e da legalidade.

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