Mato Grosso do Sul, 22 de junho de 2026
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Mato Grosso do Sul alcança menor nível de desemprego da história com avanço industrial e expansão de investimentos

Crescimento econômico é impulsionado por instalação de grandes empresas, fortalecimento do agronegócio e ampliação da indústria, consolidando o Estado como polo de geração de empregos
Imagem - Inpasa/Divulgação
Imagem - Inpasa/Divulgação

Mato Grosso do Sul registrou, no segundo trimestre de 2025, o menor índice de desemprego de toda a sua série histórica. O cenário, apontado pela PNAD Contínua Trimestral do IBGE, revela não apenas a força do mercado de trabalho, mas também um momento de consolidação do Estado como destino estratégico para grandes investimentos nacionais e internacionais.

Nos últimos anos, o território sul-mato-grossense tem atraído indústrias de grande porte e grupos empresariais de diferentes setores. Gigantes do setor de celulose, como Suzano e Eldorado Brasil, ampliaram suas operações e investimentos bilionários, gerando milhares de empregos diretos e indiretos. Na área de proteína animal, a JBS e a Marfrig seguem expandindo plantas frigoríficas e modernizando unidades para exportação. Já no setor de grãos e biocombustíveis, empresas como Coamo, Cargill e Raízen impulsionam a cadeia produtiva, fomentando a agroindústria e fortalecendo a economia local.

A chegada e ampliação de unidades de multinacionais, aliada à recuperação da safra agrícola, à reativação de indústrias e à instalação de parques de energia renovável, têm contribuído para que Mato Grosso do Sul mantenha um ritmo constante de geração de vagas formais. Segundo o secretário Jaime Verruck, da Semadesc, esse conjunto de fatores coloca o Estado entre os mais competitivos do país.

“Estamos diante de um cenário inédito. Não é apenas uma queda no desemprego. É um processo de transformação econômica. As grandes empresas que se instalaram aqui ou ampliaram suas atividades estão criando oportunidades de trabalho de qualidade, com carteira assinada, benefícios e possibilidade de crescimento profissional. Isso é reflexo de políticas de atração de investimentos, segurança jurídica e qualificação da mão de obra”, afirmou Verruck.

Outro fator que impulsiona a ocupação é o programa MS Qualifica, voltado para treinar e direcionar trabalhadores para vagas específicas demandadas pelas indústrias e pelo agronegócio. Com cursos técnicos e parcerias com empresas, o programa facilita a contratação de mão de obra local, reduzindo a necessidade de trazer profissionais de outros estados.

Além da indústria e do agronegócio, o setor de serviços e comércio também acompanha essa expansão, gerando vagas em logística, manutenção, transporte, hotelaria e atendimento. O mercado formal já absorve mais de dois terços dos trabalhadores do Estado, e a informalidade recuou para patamares históricos, fortalecendo a arrecadação e reduzindo a dependência de programas assistenciais.

Para o governo estadual, o desafio agora é manter esse crescimento mesmo diante de cenários externos adversos, como o impacto de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e a instabilidade no mercado internacional. Porém, a diversificação da economia com agricultura, indústria, energia e tecnologia é vista como a principal estratégia para blindar o Estado de oscilações bruscas.

Mato Grosso do Sul, que há pouco mais de uma década ainda convivia com altos índices de desemprego e uma economia pouco diversificada, agora se apresenta como um modelo de desenvolvimento regional. E, segundo especialistas, a manutenção desse ritmo dependerá da continuidade de investimentos em infraestrutura, inovação e qualificação profissional.

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