Em ação coordenada entre Mato Grosso do Sul e São Paulo, a Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão e atua para desarticular o braço financeiro de rede criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira, a Operação Ajura, destinada a desarticular uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso do Sul e São Paulo. Ao todo, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e realizados bloqueios de bens e valores que totalizam R$ 263 milhões, em decisão da 1ª Vara Criminal de Dourados.
As ações ocorrem simultaneamente nas cidades de Dourados e Amambai, no Mato Grosso do Sul, e Ribeirão Preto e Jardinópolis, em São Paulo, demonstrando a dimensão interestadual das atividades ilícitas do grupo investigado.
Segundo a Polícia Federal, a investigação que culminou na Operação Ajura teve início em fevereiro de 2023, após a prisão em flagrante de um motorista que transportava 446 quilos de cocaína em um fundo falso de caminhão bitrem carregado com óleo vegetal. O veículo, abordado pela Polícia Rodoviária Federal em Dourados, tinha como destino o estado de São Paulo. Este episódio, somado a outras apreensões ocorridas nos anos de 2022 e 2023, forneceu elementos cruciais para mapear a estrutura financeira e operacional do grupo.
Em Dourados, a maior cidade do interior sul-mato-grossense, os agentes cumpriram mandados em pontos estratégicos ligados aos investigados. Em Amambai, Ribeirão Preto e Jardinópolis, as ações miraram imóveis e empresas utilizadas para lavagem de dinheiro, reforçando a estratégia da PF de atingir diretamente o setor financeiro da organização criminosa.

Caminhão bitrem tanque carregado de cocaína – Imagem – PRF/MS
O bloqueio judicial de R$ 263 milhões representa uma tentativa de asfixiar a capacidade operacional do grupo, cortando recursos essenciais para manutenção do tráfico e das demais atividades ilícitas. A operação evidencia o foco da Polícia Federal em atacar não apenas a logística do crime, mas também suas estruturas econômicas, que sustentam o tráfico de drogas em larga escala.
Autoridades destacam que a Operação Ajura é um desdobramento de investigações complexas e detalhadas, que exigiram análise de documentos financeiros, rastreamento de movimentações bancárias e acompanhamento de rotas utilizadas para transporte de entorpecentes. Para os investigadores, o bloqueio de ativos é um passo decisivo para desmantelar completamente a organização, atingindo seus líderes e facilitadores econômicos.
A ação reafirma o compromisso das forças de segurança em combater o tráfico de drogas e suas ramificações, garantindo que operações não se limitem a prisões isoladas, mas envolvam também medidas de impacto econômico capazes de neutralizar o poder do crime organizado.
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