Mato Grosso do Sul registra um crescimento preocupante nos casos de dengue em 2025. Conforme o boletim epidemiológico referente à 34ª semana, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta segunda-feira (25), o estado contabiliza 13.446 casos prováveis da doença, sendo 7.928 confirmados. Até o momento, 17 óbitos foram oficialmente atribuídos à dengue, enquanto outros sete casos seguem em investigação pelas autoridades sanitárias.
A distribuição dos casos apresenta variações regionais. Nos últimos 14 dias, municípios como Taquarussu, Alcinópolis, Caracol, Inocência, Ivinhema, Chapadão do Sul, Itaquiraí, Maracaju, Aquidauana, Dourados, Três Lagoas e a capital Campo Grande registraram incidência baixa de casos confirmados. Entretanto, os óbitos ocorreram em localidades diversas, incluindo Inocência, Três Lagoas, Nova Andradina, Aquidauana, Dourados, Ponta Porã, Coxim, Iguatemi, Paranhos, Itaquiraí, Água Clara, Miranda, Aparecida do Taboado, Ribas do Rio Pardo e Campo Grande. Entre as vítimas, seis apresentavam comorbidades que agravaram o quadro clínico.
A SES reforça que a vacinação contra a dengue é essencial e recomenda que crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias recebam o imunizante. Até o momento, 181.578 doses foram aplicadas da vacina distribuída pelo Ministério da Saúde, que enviou ao estado 241.030 doses. O esquema vacinal é composto por duas aplicações com intervalo de três meses, visando reduzir a hospitalização nessa faixa etária, considerada a mais vulnerável dentro do grupo de 6 a 16 anos.
O boletim também chama atenção para o avanço da Chikungunya no estado. Foram registrados 13.716 casos prováveis, sendo 7.086 confirmados. A doença já acometeu 71 gestantes e resultou em 16 óbitos, distribuídos em municípios como Dois Irmãos do Buriti, Vicentina, Naviraí, Terenos, Fátima do Sul, Dourados, Sidrolândia, Glória de Dourados, Maracaju e Iguatemi. Entre as vítimas fatais, 12 possuíam comorbidades, evidenciando o risco elevado para pessoas com condições de saúde pré-existentes.
As autoridades de saúde alertam para os riscos da automedicação e reforçam que, diante de sintomas como febre alta, dores musculares intensas, manchas na pele ou indisposição intensa, a população deve buscar imediatamente atendimento em unidades de saúde municipais. Medidas preventivas, como eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti e utilização de repelentes, continuam sendo cruciais para conter a disseminação das doenças.
O cenário atual evidencia a necessidade de reforço no controle vetorial, ampliação da cobertura vacinal e conscientização da população sobre os riscos de dengue e Chikungunya. Especialistas alertam que a combinação de calor, chuvas frequentes e densidade populacional pode intensificar a proliferação do mosquito, tornando a resposta rápida e coordenada ainda mais essencial.
Confira os boletins:
Boletim Epidemiológico Dengue SE 34- 2025
Boletim Epidemiológico Chikungunya SE 34 – 2025
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