Mato Grosso do Sul, 26 de junho de 2026
Campo Grande/MS: Carregando...

Programa de Aquisição de Alimentos leva dignidade a famílias do campo e combate a fome em Sergipe

Iniciativa fortalece a agricultura familiar, garante renda no campo e assegura alimentação de qualidade a milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade
Imagem - CNM/Divulgação
Imagem - CNM/Divulgação

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) vem se consolidando em Sergipe como uma das principais políticas públicas de combate à fome e de fortalecimento da agricultura familiar. Ao comprar diretamente a produção de pequenos agricultores e destinar os alimentos para escolas, instituições socioassistenciais e famílias em situação de vulnerabilidade, o programa cumpre duas missões fundamentais: gerar renda para quem produz e assegurar comida de qualidade para quem mais precisa.

Em municípios como Frei Paulo, Cristinápolis e dezenas de outras localidades, o impacto da iniciativa já é sentido no cotidiano das famílias. Neuzide da Paz, 53 anos, mãe de 12 filhos e moradora de um assentamento rural, representa o retrato dessa transformação. Por anos, ela enfrentou a escassez de alimentos, mas hoje vive uma realidade diferente. Segundo relata, a segurança alimentar de sua família foi restabelecida, e a fome deixou de ser uma ameaça constante.

O programa, executado em Sergipe pela Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), distribuiu desde 2023 mais de duas mil toneladas de alimentos, beneficiando cerca de 700 agricultores e impactando diretamente aproximadamente 30 mil famílias em 60 municípios. Esses números reforçam o alcance social da política, que se tornou essencial para a retirada do Brasil do Mapa da Fome da ONU.

Além de aliviar a carência alimentar em diversas comunidades, o PAA promove uma mudança estrutural no meio rural. Agricultores que antes dependiam de atividades temporárias ou de atravessadores encontraram na política pública a oportunidade de se fixar na terra e planejar o futuro com mais estabilidade. É o caso de Evandro Souza, 43 anos, agricultor de Cristinápolis, que deixou os trabalhos de mototaxista e pedreiro para dedicar-se ao cultivo. Hoje, planta milho, feijão, abóbora e melancia com a certeza de que sua produção tem destino garantido e de que sua renda contribui para manter o sustento da família.

O programa também se destaca por fortalecer o protagonismo de mulheres agricultoras, como Alaudice Santos, de 55 anos. Após o marido perder a visão, ela assumiu integralmente o cultivo da terra e encontrou no PAA não apenas uma fonte de renda, mas também um reconhecimento de seu trabalho. Para ela, cada alimento colhido e entregue representa dignidade para sua família e esperança de um futuro em que a fome não seja mais uma realidade no Brasil.

Outro aspecto relevante é a qualidade dos alimentos entregues. Por serem produzidos em pequenas propriedades, sem o uso intensivo de agrotóxicos, os produtos chegam à mesa de escolas e entidades sociais com valor nutricional diferenciado, contribuindo para a saúde de milhares de crianças e famílias.

O PAA, retomado em 2023, reafirma o papel do Estado como agente central na promoção da segurança alimentar e da justiça social. Mais do que números, a política pública representa histórias de superação e esperança, demonstrando que a agricultura familiar pode ser motor de desenvolvimento, inclusão e cidadania.

À medida que se expande e consolida, o programa sinaliza um caminho possível para a redução da fome no Brasil e para a valorização dos agricultores familiares, que desempenham um papel estratégico na produção de alimentos saudáveis e na sustentação econômica das comunidades rurais.

#AgriculturaFamiliar #CombateAFome #Sergipe #PAA #AlimentaçãoSaudável #SegurançaAlimentar #Agricultores #PolíticasPúblicas #JustiçaSocial #BrasilSemFome #RendaNoCampo #InclusãoSocial

Suas preferências de cookies

Usamos cookies para otimizar nosso site e coletar estatísticas de uso.