Mato Grosso do Sul, 28 de junho de 2026
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Ataque a tiros em Jerusalém deixa seis mortos e intensifica tensão na região

Incidente ocorreu em ponto de ônibus em Ramot; agressores foram mortos e grupos militantes palestinos elogiam ação, enquanto autoridades israelenses reforçam segurança
Ataque a tiros em Jerusalém — Foto: AFP
Ataque a tiros em Jerusalém — Foto: AFP

Seis pessoas foram mortas e 11 ficaram feridas em um ataque a tiros ocorrido nesta segunda-feira em um ponto de ônibus nos arredores de Jerusalém, segundo informou o serviço de ambulância de Israel. Entre as vítimas fatais, estão um homem de 50 anos, uma mulher na casa dos 50 anos e três homens na faixa dos 30 anos. Seis dos feridos permanecem em estado grave, com ferimentos a bala.

O tiroteio ocorreu no cruzamento de Ramot, uma área de Jerusalém que foi capturada por Israel durante a guerra de 1967 e posteriormente anexada, medida que não é reconhecida pela maior parte da comunidade internacional e pelas Nações Unidas. A polícia israelense afirmou que dois agressores chegaram de carro e abriram fogo contra as pessoas que aguardavam transporte público. Um agente de segurança e um civil reagiram imediatamente e conseguiram neutralizar os atacantes no local, recuperando várias armas, munições e uma faca.

Não está claro, até o momento, quem executou o ataque ou qual foi a motivação direta. O grupo militante Hamas elogiou dois “combatentes da resistência” palestinos envolvidos, sem, entretanto, reivindicar formalmente a responsabilidade pelo ataque. A Jihad Islâmica também enalteceu a ação, mas não assumiu autoria.

Testemunhas e paramédicos que chegaram ao local descreveram a cena como de extrema gravidade. O paramédico Fadi Dekaidek relatou que várias vítimas estavam deitadas na via e na calçada, algumas inconscientes, e que o atendimento inicial foi complicado pela proximidade do tiroteio e pelo pânico entre pedestres e passageiros.

O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu informou que ele conduzia uma “avaliação da situação” com autoridades de segurança para coordenar a resposta ao ataque. As Forças Armadas de Israel foram deslocadas para a região e estão atuando em conjunto com a polícia local, inclusive realizando operações em Ramallah, na Cisjordânia ocupada, com o objetivo de localizar suspeitos e prevenir novos atentados.

O ataque ocorre em um momento de tensão elevada na região, com incidentes frequentes envolvendo militantes palestinos e forças israelenses, e reacende debates sobre segurança, políticas de ocupação e o processo de paz, estagnado há décadas. Especialistas em segurança alertam que episódios como o de Ramot têm potencial de provocar retaliações, aumentar o número de operações militares e aprofundar o ciclo de violência que atinge civis diariamente.

Autoridades civis e forças de segurança reforçaram a presença policial em Jerusalém, bloqueando vias e intensificando patrulhamento em pontos de grande circulação, como transporte público e áreas comerciais, enquanto investigações detalhadas são conduzidas para identificar a rede de apoio aos agressores e prevenir novos ataques.

O incidente evidencia a fragilidade de pontos públicos frente à violência armada e a complexidade de manter a segurança em regiões historicamente conflituosas. Para a população local, a tragédia reforça o medo e a necessidade de medidas emergenciais para proteger civis e reduzir riscos em áreas urbanas estratégicas.

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