Mato Grosso do Sul, 15 de junho de 2026
Campo Grande/MS: Carregando...

Governo cria comitê interministerial para organizar copa do mundo feminina de 2027 no Brasil

Estrutura reunirá 23 órgãos federais sob coordenação do ministério do esporte e será responsável por articular ações de logística, segurança, mobilidade, infraestrutura e comunicação para a realização do maior torneio do futebol feminino no mundo
Imagem - Thaís Magalhães
Imagem - Thaís Magalhães

O governo federal oficializou nesta sexta-feira, 12 de setembro, a criação do Comitê Gestor da Copa do Mundo de Futebol Feminino FIFA 2027 (CGCOPA 2027) e do Grupo Executivo da Copa (GECOPA 2027), órgãos centrais da estrutura de governança responsável pela preparação e organização do torneio, que terá o Brasil como sede. A medida foi publicada no Diário Oficial da União por meio de portaria interministerial assinada pelo ministro do Esporte, André Fufuca, e pelo advogado-geral da União, Jorge Messias.

O comitê reunirá 23 órgãos da administração pública federal, entre eles a Advocacia-Geral da União e os ministérios da Fazenda, Saúde, Educação, Transportes, Justiça e Segurança Pública, Igualdade Racial, Mulheres, Turismo, além de áreas estratégicas como o Gabinete de Segurança Institucional e a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. Caberá ao Ministério do Esporte a coordenação das atividades e a secretaria-executiva tanto do CGCOPA quanto do GECOPA, assegurando o diálogo permanente entre as diferentes pastas.

A secretária-executiva adjunta do Ministério do Esporte e coordenadora do Mundial, Cynthia Motta, destacou que a medida reforça a governança e o planejamento para a realização do evento. “Estamos diante de um dos maiores desafios organizacionais já assumidos pelo Brasil em matéria esportiva. A estrutura de governança interministerial vai permitir o alinhamento das ações, a criação de câmaras temáticas específicas e o acompanhamento sistemático de cada etapa, desde a infraestrutura e segurança até o legado social e cultural que o Mundial deixará para o país”, afirmou.

As reuniões do CGCOPA acontecerão ordinariamente a cada seis meses, podendo haver convocações extraordinárias conforme a necessidade. Também poderão ser formadas câmaras temáticas temporárias para tratar de áreas estratégicas, como mobilidade urbana, infraestrutura dos estádios, rede hoteleira, comunicação e turismo. Já o GECOPA, formado por nove ministérios, terá a missão de executar metas, monitorar as ações e garantir que os prazos e as diretrizes sejam cumpridos.

A participação nos colegiados será considerada serviço público relevante, sem remuneração adicional. Todas as decisões serão divulgadas em órgãos oficiais e disponibilizadas na internet, ampliando a transparência das etapas de organização do torneio.

Além da logística, segurança e infraestrutura, o governo também deverá trabalhar para que a competição deixe marcas além do campo esportivo. O Mundial Feminino de 2027 é visto como uma oportunidade histórica de impulsionar a modalidade no país, ampliar o protagonismo das mulheres no esporte, movimentar a economia com turismo e serviços e projetar o Brasil internacionalmente como referência na realização de grandes eventos esportivos.

O Brasil será o primeiro país da América Latina a sediar a Copa do Mundo Feminina da FIFA. A escolha representa um marco para o continente e impõe ao governo brasileiro a responsabilidade de organizar um evento de impacto global. Segundo especialistas, o legado esperado vai além das arenas esportivas: envolve também investimentos em mobilidade, inclusão social, estímulo à prática esportiva entre jovens e valorização da mulher no esporte e na sociedade.

A trajetória recente de organização de grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, servirá de referência para o planejamento, mas o governo afirma que desta vez haverá uma ênfase maior na transparência, no controle de gastos e no compromisso de garantir que os investimentos tragam benefícios concretos e duradouros para a população.

Para Cynthia Motta, a magnitude da competição exige cooperação e visão de futuro. “O Brasil vai receber seleções, torcedores e autoridades de todo o mundo. Será uma oportunidade única para mostrar nossa capacidade de organização e, sobretudo, para consolidar o futebol feminino como um patrimônio cultural e esportivo nacional”, concluiu.

#CopaDoMundoFeminina #Brasil2027 #FutebolFeminino #Esporte #Governança #Organização #Infraestrutura #Segurança #Turismo #IgualdadeDeGênero #MundialFeminino #LegadoEsportivo

Suas preferências de cookies

Usamos cookies para otimizar nosso site e coletar estatísticas de uso.