Mato Grosso do Sul, 25 de junho de 2026
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Operação Nova Aliança amplia recorde e elimina quase 600 toneladas de maconha na fronteira entre Brasil e Paraguai

Ações conjuntas entre Senad e Polícia Federal desarticulam plantações, acampamentos e centros logísticos do narcotráfico em Amambay, reforçando a maior ofensiva antidrogas do mundo
Acampamento usado por trabalhadores na roça (Foto: Senad/Divulgação)
Acampamento usado por trabalhadores na roça (Foto: Senad/Divulgação)

A ofensiva binacional contra o narcotráfico na região de fronteira entre Brasil e Paraguai alcançou um novo marco. Em apenas seis dias de atuação da 52ª edição da operação Nova Aliança, autoridades conseguiram retirar de circulação quase 600 toneladas de maconha, configurando um dos maiores golpes recentes contra o crime organizado. A ação foi conduzida pela Senad (Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai) em parceria com a Polícia Federal do Brasil e apoio aéreo da Força Aérea Paraguaia, reforçando a integração das forças de segurança no combate às redes criminosas transnacionais.

De acordo com os relatórios oficiais, foram erradicados 194 hectares de plantações ilegais de maconha nas localidades de Itapopó, Ombú e Cerro Kuatiá, na região de Amambay, principal polo de produção da droga que abastece rotas de tráfico em direção ao Brasil. Além disso, as equipes destruíram 7.900 quilos de maconha já processada, pronta para ser distribuída no mercado. No mesmo período, 66 acampamentos utilizados como centros logísticos, depósitos e pontos de apoio aos narcotraficantes foram desmontados.

O impacto econômico para as organizações criminosas é expressivo. As quase 590 toneladas de droga eliminadas representam um prejuízo estimado em US$ 17,7 milhões no mercado paraguaio, podendo alcançar até US$ 88,3 milhões quando a droga fosse revendida em território brasileiro. A ofensiva, segundo as autoridades, fragiliza os fluxos financeiros do narcotráfico e reduz significativamente a capacidade de abastecimento dos grupos criminosos que operam na região.

A promotora antidrogas Rosana Coronel, responsável pela coordenação das ações no Paraguai, destacou que a operação Nova Aliança se consolidou como um dos maiores esforços conjuntos no combate ao crime organizado, sendo referência mundial pelo volume de maconha destruída em períodos curtos de tempo. “A dimensão dessa operação demonstra que só é possível enfrentar de forma eficaz o narcotráfico quando há cooperação internacional e integração entre forças de segurança”, afirmou.

Essa série de operações, iniciada há mais de uma década, vem sendo renovada periodicamente com resultados cada vez mais significativos. O objetivo central é enfraquecer a cadeia produtiva da maconha na fronteira, atingindo diretamente plantações, refinarias improvisadas e toda a logística que sustenta a circulação da droga.

O Brasil, por meio da Polícia Federal, reforçou que a cooperação com o Paraguai tem sido fundamental para conter o avanço das organizações criminosas. Além da destruição da droga, a ação conjunta enfraquece a base territorial de facções que operam dentro e fora do país, ampliando o controle sobre áreas críticas da fronteira.

Com esta nova fase, a operação Nova Aliança reafirma seu papel como a maior ofensiva antidrogas do mundo em termos de volume de maconha eliminada em curto espaço de tempo, consolidando o comprometimento de Brasil e Paraguai em enfrentar o crime organizado de forma integrada, contínua e estratégica.

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