O Governo de Mato Grosso do Sul anunciou oficialmente a ampliação e modernização do Aeródromo Estância Santa Maria, em Campo Grande, em um projeto que promete reposicionar a Capital no cenário da aviação regional e executiva. O investimento de R$ 45,8 milhões será aplicado em um conjunto de intervenções estruturais que incluem a restauração e extensão da pista de pouso, expansão do pátio de aeronaves, instalação de equipamentos de apoio à navegação aérea e construção de novas instalações para passageiros e equipes operacionais.
A licitação para a execução da obra foi lançada pela Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seilog), com abertura das propostas marcada para o dia 8 de outubro. O objetivo central do projeto é transformar o aeródromo em um aeroporto plenamente equipado, ampliando sua capacidade operacional e atraindo novas operações comerciais e executivas para Mato Grosso do Sul.
Atualmente, o aeródromo conta com uma pista de 1.500 metros de extensão e 30 metros de largura, homologada para voos diurnos e noturnos sob regras de voo visual. Apesar de já possuir balizamento noturno, a estrutura existente limita a operação de aeronaves de médio e grande porte. Com a ampliação para 2.000 metros, a pista passará a receber aviões de maior capacidade, aumentando de forma significativa a atratividade do terminal e permitindo a expansão do volume de voos, que hoje gira em torno de 7 mil movimentos aéreos por ano, podendo superar a marca de 9 mil após a conclusão das obras.
Entre as melhorias previstas estão a reestruturação da taxiway, a ampliação do pátio de estacionamento de aeronaves e a instalação do sistema PAPI (Precision Approach Path Indicator), dispositivo que auxilia os pilotos na trajetória de aproximação e pouso, elevando os padrões de segurança. O pacote de investimentos inclui ainda a construção de uma guarita para reforço da segurança patrimonial e um novo receptivo de passageiros, com mais conforto para embarque e desembarque.
O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara de Carvalho, enfatizou o caráter estratégico da intervenção. “Estamos preparando a Capital para receber mais voos e ampliar a segurança das operações. Este investimento não apenas fortalece a capacidade do aeroporto, mas também impulsiona o desenvolvimento econômico e logístico de Mato Grosso do Sul, que tem se consolidado como um Estado competitivo e integrado”, destacou.

Na mesma linha, o superintendente logístico da Seilog, Derick Machado, ressaltou a necessidade de adequar a infraestrutura ao crescimento do setor aéreo. “Com o avanço da aviação em Mato Grosso do Sul, torna-se fundamental modernizar nossa estrutura aeroportuária. Os aeródromos são peças-chave para garantir acesso rápido, seguro e competitivo, conectando a Capital a novos investimentos e mercados”, afirmou.
Os impactos da obra vão além da aviação executiva. O turismo regional deve ser diretamente beneficiado pela ampliação da capacidade aérea, com a possibilidade de abertura de novas rotas e maior conectividade com centros estratégicos do país. A maior movimentação também tende a atrair empresas que dependem da agilidade logística para seus negócios, consolidando Campo Grande como hub de investimentos.
Outro ponto de destaque é o papel que o aeroporto poderá desempenhar no escoamento de cargas de alto valor agregado, especialmente ligadas à agroindústria, ao setor de tecnologia e a serviços especializados. A modernização permitirá que o Estado ofereça infraestrutura competitiva para cadeias produtivas que dependem da aviação, reforçando sua posição no mapa logístico do Centro-Oeste.
O investimento no Aeródromo Estância Santa Maria soma-se a outras iniciativas do Governo de Mato Grosso do Sul voltadas para consolidar a infraestrutura logística como eixo de crescimento econômico. A expectativa é que, após a conclusão das obras, a Capital fortaleça sua vocação estratégica, atraia novas operações aéreas e se consolide como referência no transporte regional e executivo, ampliando oportunidades para negócios, turismo e integração econômica.
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