Mato Grosso do Sul, 4 de junho de 2026
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Lula visita obras estratégicas em Belém e reforça preparação da cidade para sediar a COP30

Presidente acompanha intervenções no Porto Futuro II, Canal da União e Parque da Cidade em agenda que marca o compromisso do Brasil com a sustentabilidade e o desenvolvimento urbano
Lula inaugura obra em Belém (Foto: Ricardo Stuckert)
Lula inaugura obra em Belém (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dedicou esta sexta-feira, 3 de outubro, a uma série de visitas técnicas a obras estruturantes em Belém, capital do Pará, que se prepara para sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30. A agenda presidencial contemplou intervenções de grande impacto urbano e ambiental, entre elas o Canal da União, o Porto Futuro II e o Parque da Cidade, projetos considerados essenciais para que a cidade esteja pronta para receber delegações de todo o mundo em 2025.

As obras não se limitam à preparação logística da conferência. Elas integram um pacote de investimentos em saneamento, mobilidade, infraestrutura cultural e inovação, com o objetivo de transformar Belém em um modelo de desenvolvimento sustentável e de qualidade de vida. A agenda simboliza também a mensagem política que o governo pretende enviar à comunidade internacional: o Brasil quer ser protagonista na defesa da Amazônia e na construção de soluções globais contra as mudanças climáticas.

No início da manhã, Lula visitou o Canal da União, parte do projeto de macrodrenagem da Bacia do Tucunduba. A intervenção inclui retificação do leito, ampliação das redes de abastecimento de água e esgoto, drenagem pluvial, construção de passarelas, ponte e urbanização das margens. O projeto é visto como um marco para a redução de alagamentos em bairros historicamente afetados por enchentes, como Guamá, Terra Firme, Canudos e Marco. Ao mesmo tempo em que prepara a cidade para um evento internacional de grande porte, a obra traz ganhos permanentes para a população local.

Em seguida, o presidente acompanhou as obras do Porto Futuro II, um complexo de 50 mil metros quadrados que recupera antigos armazéns do porto industrial e os transforma em um polo de cultura, turismo e negócios. O espaço abriga o Museu das Amazônias, o Parque de Bioeconomia e Inovação, além do Porto Gastronômico. Essa requalificação é apontada como símbolo de um novo ciclo para a capital paraense, integrando preservação da história, inovação científica e valorização da culinária e da biodiversidade da Amazônia.

O Museu das Amazônias, que compõe o complexo, já se consolidou como destaque cultural. Projetado com apoio técnico e financeiro do BNDES, o espaço reúne exposições de grande impacto, como a mostra fotográfica de Sebastião Salgado e a instalação “Ajurí”, que dialoga com os saberes tradicionais da região. O equipamento é apresentado como um legado cultural da COP30, com vocação para unir ciência, arte e preservação ambiental.

Ainda no Porto Futuro II, Lula conheceu o Porto Gastronômico, projeto que reúne 15 empreendimentos locais e que pretende valorizar a cozinha amazônica como parte da identidade cultural e econômica da região. A proposta busca fortalecer empreendedores locais, criar oportunidades de renda e inserir a culinária paraense como atrativo global durante a conferência.

Outro ponto da agenda foi o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, considerado o primeiro espaço do país dedicado integralmente a startups, cadeias produtivas sustentáveis e industrialização de produtos florestais. O espaço contará com laboratórios, coworkings e áreas de desenvolvimento de produtos da floresta, consolidando a bioeconomia como eixo estratégico de desenvolvimento para a região.

No período da tarde, Lula visitou o Parque da Cidade, considerado a maior obra urbana de Belém em um século. Localizado em área de 500 mil metros quadrados, o espaço foi transformado em um centro multifuncional com cinema, teatro, biblioteca, centro de economia criativa, espaços esportivos e áreas verdes. Será o palco principal da COP30, dividido em duas áreas: a Zona Azul, restrita a negociações oficiais, delegações e líderes mundiais, e a Zona Verde, aberta ao público, voltada à participação social e ao fortalecimento de soluções sustentáveis.

O parque incorpora tecnologias modernas, como painéis solares e sistemas de reaproveitamento de água da chuva, além de um projeto paisagístico com milhares de árvores e plantas ornamentais. Aberto em julho de 2025, o espaço recebeu mais de 670 mil visitantes antes de ser fechado temporariamente para a instalação das estruturas da conferência.

A visita presidencial reforçou a intenção de que a COP30 vá além da dimensão diplomática, deixando um legado concreto para Belém e para o Brasil. Ao mesmo tempo em que se prepara para receber chefes de Estado e representantes de mais de 190 países, a cidade consolida projetos de mobilidade, infraestrutura e sustentabilidade que pretendem transformar o cotidiano de sua população.

O compromisso assumido pelo governo federal é o de apresentar ao mundo não apenas a hospitalidade brasileira, mas também uma Amazônia capaz de liderar soluções ambientais e econômicas para o futuro.

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