O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está intensificando esforços para implementar medidas de impacto social, aproveitando o recente aumento na aprovação popular após a aprovação da isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil.
Entre as principais pautas em discussão estão o fim da jornada de trabalho 6×1, a implementação de uma jornada de trabalho de quatro dias semanais e a criação de um plano nacional de tarifa zero no transporte público.
A redução da jornada de trabalho é defendida como uma forma de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, permitindo-lhes mais tempo para lazer e convivência familiar. A proposta de emenda à Constituição (PEC) 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), visa alterar o inciso XIII do artigo 7º da Constituição para fixar a jornada em quatro dias por semana, com até oito horas diárias e 36 horas semanais, extinguindo o modelo 6×1. A PEC já conta com mais de 130 assinaturas, mas ainda aguarda despacho do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para iniciar sua tramitação formal.
Em reunião recente, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), e a deputada Erika Hilton discutiram estratégias para avançar com a PEC na Câmara dos Deputados. A ministra ressaltou a importância de mobilizar deputados e senadores para que a proposta seja debatida e aprovada, destacando que a medida visa proporcionar mais qualidade de vida aos trabalhadores.
Paralelamente, o governo está avaliando a viabilidade de implementar a tarifa zero no transporte público em todo o território nacional. O presidente Lula solicitou ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estudos sobre a viabilidade de implantar tarifa zero ou simbólica no transporte coletivo, começando pelos domingos e feriados. A medida visa aliviar o custo de deslocamento para milhões de brasileiros, especialmente em cidades com alto custo de transporte.
Segundo levantamento da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), mais de 154 cidades do Brasil oferecem a tarifa zero, seja de forma total ou parcial. Desse total, 73% passaram a adotar o programa a partir de 2020, demonstrando a crescente adesão à medida em diversas localidades.
O governo federal também está articulando com líderes da base aliada para destravar a tramitação dessas propostas na Câmara dos Deputados. A expectativa é que, com o apoio de partidos como PT, PSOL, PCdoB e PSB, além de MDB e PSD, seja possível avançar na aprovação dessas medidas que têm grande apelo popular e podem consolidar o governo como promotor de mudanças significativas na vida dos trabalhadores brasileiros.
Com a agenda voltada para questões trabalhistas e sociais, o governo Lula busca fortalecer sua base de apoio e ampliar sua popularidade, apresentando propostas concretas que atendem às demandas da população e promovem justiça social.
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