Mato Grosso do Sul, 13 de junho de 2026
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Fofoca envolvendo ex-namorada pode ter levado a assassinato de jovem no Maria Pedrossian

Testemunha relatou à polícia que mal-entendido e boatos podem ter motivado a execução
Luan Felipe Pereira Santana - Foto: divulgação
Luan Felipe Pereira Santana - Foto: divulgação

A investigação sobre a morte de Luan Felipe Pereira Santana, de 24 anos, executado a tiros na Praça dos Amigos, no bairro Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande, aponta que o crime pode ter sido motivado por um mal-entendido envolvendo boatos e uma ex-namorada.

Em depoimento à Polícia Civil, uma amiga de Luan afirmou que ele foi injustamente acusado de ter deixado outro jovem em coma após uma briga, informação que não procede. Segundo ela, o jovem identificado como Augusto sofreu um acidente de moto horas depois, sem relação com agressão.

Dias antes do crime, a testemunha relatou que Luan estava em uma praça do bairro quando foi abordado por sua ex-namorada e por Augusto, que estava embriagado. Durante a abordagem, Augusto debochou e tentou agredir Luan, empurrando também a amiga dele. Luan reagiu apenas para defendê-la, e a confusão terminou quando Augusto encontrou a chave de sua moto no bolso e foi embora.

No dia seguinte, boatos começaram a circular nas redes sociais, atribuindo a Luan a responsabilidade pelo acidente de Augusto, fato que não ocorreu. Horas depois, Luan recebeu uma ligação de Vinícius, que alegava querer esclarecer a situação, marcando um encontro na mesma praça.

Luan Felipe Pereira Santana foi morto a tiros após emboscada motivada por briga anterior; grupo confessou crime à polícia

A amiga acompanhou Luan e testemunhou o momento em que ele conversou com alguém dentro de um carro cinza estacionado. Em poucos segundos, três disparos foram ouvidos, e Luan caiu ferido, pronunciando ainda: “Eu morri. Tchau. Te amo.”

Poucas horas depois, seis suspeitos foram presos em flagrante: Rafael de Luca Mareco Cardoso, Vinícius Cesar de Souza Moreira, Eduardo Kin Miranda de Oliveira, Matteo Dalmatí da Rosa, Geovany dos Santos e Marcos Vinícius Lima Recalde. Segundo o inquérito, Rafael articulou o encontro e Vinícius disparou contra a vítima de dentro do Volkswagen Taos cinza, que foi utilizado na fuga. A arma do crime, um revólver calibre 32, foi apreendida na residência de Matteo, que confessou a compra por R$ 3,5 mil.

O grupo foi conduzido pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar à Depac Cepol, e o caso segue registrado como homicídio qualificado por emboscada e dissimulação, sob investigação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

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