Mato Grosso do Sul, 13 de junho de 2026
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Bebê de 1 ano e seis meses é internado após ingerir brigadeiro com maconha em Três Lagoas

Mãe confessa preparo de doce com substância e criança passa por observação; caso desperta alerta sobre responsabilidade parental e proteção infantil
Brisadeiros - Imagem - Portal TVBV Online
Brisadeiros - Imagem - Portal TVBV Online

Um grave episódio ocorrido na manhã do último domingo, dia 19, em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, chamou atenção das autoridades e da população local. Um bebê de apenas um ano e seis meses precisou ser internado em uma Unidade de Pronto Atendimento após ingerir um brigadeiro preparado pela própria mãe, que confessou ter adicionado maconha à receita.

De acordo com informações apuradas junto às autoridades, a criança começou a apresentar sintomas de sonolência excessiva, lentidão motora e choro constante pouco tempo depois de ingerir algumas colheres do doce. A mãe, de 26 anos, levou o filho à unidade de saúde, mas o comportamento que demonstrou durante o atendimento chamou a atenção da equipe médica.

O atendimento e a confusão na unidade de saúde

No local, a mulher demonstrou nervosismo e tentou retirar o filho à força do setor de atendimento, o que motivou a intervenção dos profissionais de saúde e o acionamento imediato do Conselho Tutelar. Diante da atitude suspeita, policiais militares foram chamados e encontraram a mulher escondida no banheiro feminino destinado aos funcionários, junto com a criança.

Inicialmente, a mãe afirmou que o bebê teria sofrido uma reação alérgica após consumir um doce preparado com ovos. No entanto, ao ser confrontada pelos médicos, acabou admitindo que havia misturado maconha ao brigadeiro e que o filho ingeriu duas colheres do doce, o que teria causado os sintomas.

Ação das autoridades e medidas de proteção

Após a confissão, o menino foi mantido em observação e recebeu acompanhamento de uma cuidadora designada pela unidade de saúde. O Conselho Tutelar determinou que a criança fosse retirada dos cuidados da mãe e entregue à avó materna, enquanto o caso passa a ser acompanhado pela Justiça e pela rede de proteção à infância.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da ocorrência e avaliar o enquadramento legal da conduta da mãe, que deverá responder pelo crime de maus-tratos no contexto de violência doméstica. A mulher foi liberada após prestar esclarecimentos e deverá ser intimada novamente durante o andamento das investigações.

Um retrato de negligência e alerta social

O caso expõe uma grave realidade: o risco a que muitas crianças estão sujeitas dentro do próprio lar. A decisão da mãe de preparar um alimento infantil com uma substância ilícita revela um comportamento de extrema irresponsabilidade e negligência, que poderia ter resultado em consequências ainda mais trágicas.

O episódio também evidencia a importância da atuação rápida das equipes médicas e dos órgãos de proteção infantil, que conseguiram evitar um desfecho mais grave e garantir a segurança da criança. A agilidade na comunicação entre a UPA, o Conselho Tutelar e a Polícia Militar foi fundamental para a preservação da vida e integridade do bebê.

A realidade de Três Lagoas e o impacto do caso

Três Lagoas, situada a cerca de 338 quilômetros de Campo Grande, é uma cidade em crescimento, mas que enfrenta desafios sociais e familiares típicos de centros urbanos de médio porte. O episódio reacende discussões sobre a vulnerabilidade de crianças em ambientes familiares desestruturados e sobre a necessidade de campanhas permanentes de conscientização sobre responsabilidade parental, prevenção ao uso de drogas e proteção à infância.

Acompanhamento e próximos passos

A criança permanece sob observação da equipe médica e do Conselho Tutelar, e o caso segue sendo acompanhado pela Justiça. O inquérito policial busca esclarecer se a mãe agiu sob influência de drogas ou se há histórico de consumo no ambiente familiar.

As autoridades locais destacaram que, diante da gravidade do caso, todas as medidas de proteção foram adotadas para garantir o bem-estar do bebê e responsabilizar os envolvidos conforme determina a lei.

O episódio ocorrido em Três Lagoas é um alerta contundente sobre os perigos da negligência dentro do ambiente familiar. Mais do que um caso isolado, ele simboliza a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas à infância, ao combate às drogas e à educação familiar. A vida de uma criança depende, em muitos casos, da vigilância e responsabilidade daqueles que deveriam ser seu maior amparo.

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