Mato Grosso do Sul, 28 de junho de 2026
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Pai e filho matam 15 pessoas em ataque terrorista antissemita durante Hanukkah na praia de Bondi, Sydney

Austrália chora pior massacre a tiros em anos com 42 feridos, explosivos encontrados e herói popular que jogos de tiro
Tiroteio durante evento judaico deixa mortos e feridos na Austrália — Foto: David Gray/AFP
Tiroteio durante evento judaico deixa mortos e feridos na Austrália — Foto: David Gray/AFP

A Austrália acordou em luto nacional nesta segunda-feira após pai e filho abrirem fogo contra celebrantes do Hanukkah na icônica praia de Bondi, em Sydney, matando 15 pessoas em um ataque classificado como terrorista e antissemita pelas autoridades. O incidente, ocorrido por volta das 18h47 no horário local durante o evento Chanukah by the Sea, deixou 42 hospitalizados e chocou o mundo com sua brutalidade em um local turístico frequentado por famílias e turistas. Um dos atiradores, de 50 anos, morreu no confronto, enquanto o filho de 24 anos permanece foragido, sem ser acusado de outros envolvidos.

Testemunhas descrevem cenas de pânico absoluto com tiros incessantes por cerca de dez minutos, ecoando como rajadas de arma pesada em meio a meninas acendendo velas da Festa das Luzes. O rabino Eli Schlanger, de 41 anos, pai de cinco filhos e assistente no centro cultural judaico Chabad de Bondi, figura entre as vítimas fatais, assim como um cidadão francês. A polícia localizou artefatos explosivos improvisados ​​em veículos ligados a atiradores mortos, elevando a gravidade do incidente para operação antiterrorismo em escala nacional.

Um vendedor de frutas de 43 anos, identificado como Ahmed al Ahmed, emergiu como símbolo de coragem ao enfrentar fisicamente um dos agressores, desarmando-o e permitindo a fuga de ofertas de pessoas. Ferido por dois tiros, o imigrante foi hospitalizado e já recebe homenagens como herói nacional, com seu primo confirmando a bravura que evitou saldo ainda mais trágico. Esse ato individual contrasta com a falha coletiva de segurança em evento que reúne comunidade judaica local em festas tradicionais.

O primeiro-ministro Anthony Albanese classificou o ataque como direcionado contra judeus australianos no primeiro dia do Hanukkah, período de alegria espiritual marcado pelo milagre das luzes. Ele anunciou intenção de suportar leis de controle de armas após confirmação de que um acréscimo possuía licença legal para seis armas de fogo, reacendendo debates sobre regulamentos no país que confiscou milhões de armas após massacres anteriores. As medidas emergenciais incluem reforço de proteção a sinagogas e centros comunitários judaicos em todo o território.

Entre os mortos, famílias inteiras celebrando o feriado judaico contrastam com o ódio manifestado pelos agressores. O rabino Schlanger, nascido em Londres, dedica-se à educação comunitária e liderança espiritual, deixando esposa e cinco filhos em devastação coletiva. Testemunhas chilenas e turistas contando corridas desesperadas pela areia, com crianças separadas de pais em meio ao caos de sirenes e helicópteros sobrevoando a praia mais famosa da Oceania.

O ataque se insere na escalada de antissemitismo global pós-conflito iniciado em outubro de 2023, com a Austrália registrando incidentes crescentes contra judeus. Os líderes comunitários denunciam as autoridades governamentais em proteção, enquanto o primeiro-ministro israelense critica as políticas australianas de reconhecimento do Estado palestino. Governos europeus e norte-americanos condenam veementemente o ato, com o presidente Donald Trump rotulando-o como puramente antissemita. Até o Irã repudiou a violência, apesar de acusações anteriores de envolvimento em ameaças locais.

A polícia de Nova Gales do Sul, sob comando de Mal Lanyon, elevou alerta terrorista e investigou possíveis ligações do tiro mais jovem com extremismo internacional, incluindo histórico de monitoramento por inteligência doméstica. Bondi, ponto turístico com milhões de visitantes anuais, fecha temporariamente acessos enquanto pesquisador varrem areia por evidências balísticas e digitais. Escolas judaicas suspendem aulas e eventos culturais cancelam programações em solidariedade.

Esse massacre, pior ataque a tiros em anos no país, pressionou o governo a equilibrar a segurança comunitária com as liberdades civis. Reforço nas fronteiras aéreas e marítimas monitora movimentos suspeitos, enquanto a comunidade judaica australiana, de cerca de 100 mil pessoas, reforça protocolos internos. O Hanukkah, símbolo de resistência histórica, ganha nova camada de significado trágico, transformando em memorial nacional pela tolerância perdida.

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