O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornou à região Nordeste para celebrar a antecipação de uma meta ambiciosa de sua gestão: a contratação de 2 milhões de moradias pelo programa Minha Casa Minha Vida. O feito, que estava previsto para o final de 2026, foi alcançado nesta sexta-feira, 23 de janeiro, com um ano de antecedência. Em uma cerimônia em Maceió, Alagoas, onde acompanhou a entrega de 1.337 novas residências, o presidente ressaltou que a política habitacional é fundamental para garantir dignidade à população e prometeu um esforço concentrado para contratar mais 1 milhão de unidades até o fim de 2026, assegurando que todos os brasileiros terão o seu ninho.
Desde a retomada do programa, em 2023, foram contratadas 2,11 milhões de unidades em todo o país, viabilizadas por um investimento robusto de 317,78 bilhões de reais do Governo do Brasil. Somente no estado de Alagoas, os aportes federais somaram 4,6 bilhões de reais para a construção de 36.318 moradias. Em seu discurso, Lula enfatizou que o Minha Casa Minha Vida é o maior programa habitacional já feito no país e que a meta é, um dia, zerar o déficit habitacional, pois a cada vez que a construção para, aumenta a quantidade de pessoas sem casa. A política de fazer o dinheiro chegar na mão das pessoas que mais precisam é vista como a chave para o sucesso do programa.
Antes de discursar para milhares de pessoas, o presidente entregou simbolicamente as chaves a quatro beneficiários, cujas histórias de vida resumiam os sentimentos de dignidade, felicidade e gratidão. Gessiane Rodrigues Cruz, mãe de dois filhos e trabalhadora da saúde, comemorou a oportunidade de dar uma moradia digna aos filhos. O ministro Jader Filho, da pasta das Cidades, apresentou números que atestam a força do programa no mercado imobiliário, afirmando que 85% de todos os lançamentos de casas e apartamentos construídos no país hoje são do Minha Casa Minha Vida, e a expectativa é chegar a 3 milhões de casas contratadas em breve.
As unidades entregues em Maceió, nos empreendimentos Dr. Pedro Teixeira Duarte I e II, Parque da Lagoa e Diana Simon Duarte, são viabilizadas por meio do Fundo de Arrendamento Residencial. Essa modalidade atende prioritariamente famílias de áreas urbanas com renda bruta mensal de até 2.850 reais, a chamada Faixa 1, que conta com subsídios de até 95% do valor do imóvel. O programa, que já impactou diretamente 85% das cidades brasileiras desde sua criação em 2009, foi reinstituído em 2023 com novas práticas, ampliando o acesso à moradia digna, fortalecendo a sustentabilidade urbana e gerando milhares de empregos na cadeia produtiva da construção civil.
Presentes à cerimônia, o governador de Alagoas, Paulo Dantas, e o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, ressaltaram a importância da parceria com o Governo Federal e o olhar sensível do presidente para a questão social. O ministro Renan Filho, dos Transportes, frisou que o programa gera emprego, fortalece a agricultura e a indústria, aumenta o salário mínimo e melhora a qualidade de vida da população. O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, resumiu a essência do programa ao afirmar que o que está sendo entregue é o sonho de pessoas que precisavam escolher entre pagar aluguel ou comer, e que agora terão a dignidade de um teto seguro para suas famílias.
A contratação de 2,1 milhões de unidades habitacionais beneficiará diretamente 8,4 milhões de pessoas em todas as regiões do país. A política habitacional prevê diferentes faixas de renda para inclusão, com subsídios que garantem o acesso à moradia. O programa segue como um dos pilares da agenda de desenvolvimento social do governo federal, que busca enfrentar as desigualdades e promover o bem-estar social para todos os brasileiros, reeditando o sucesso de ciclos anteriores, como o de 2013 a 2016, que sediou grandes eventos internacionais.
#MinhaCasaMinhaVida #Lula #Habitacao #SonhoDaCasaPropria #GovernoFederal #Maceio #Alagoas #DesenvolvimentoSocial #Economia #Empregos #Infraestrutura