Mato Grosso do Sul, 21 de julho de 2026
Campo Grande/MS: Carregando...

Homem é executado após pedir desculpas por usar roupa de suspeito na Vila Nhanhá

Crime brutal na madrugada terminou com prisão de homem que havia deixado a cadeia dois dias antes e confessou assassinato com frieza à Polícia Civil
Faca utilizada no crime (Foto: Divulgação)
Faca utilizada no crime (Foto: Divulgação)

A violência voltou a expor a rotina de medo enfrentada por moradores da Vila Nhanhá, em Campo Grande, após um homem de 46 anos ser morto com uma facada no peito durante a madrugada. A vítima, identificada como Cleber Roberto da Silva, ainda tentou pedir desculpas ao suspeito depois de ser atingida pelo golpe fatal. Segundo a investigação, Cleber chegou a retirar a bermuda que usava e afirmou que não teve intenção de desrespeitar o autor do crime ao vestir peças de roupa sem autorização.

O assassinato aconteceu em uma das regiões mais conhecidas da Capital pelos constantes registros de violência, tráfico de drogas e conflitos entre usuários e moradores. O caso mobilizou equipes da DHPP, que localizaram e prenderam o suspeito menos de 24 horas depois do homicídio. Conforme a Polícia Civil, o homem preso havia deixado o sistema prisional apenas dois dias antes, após cumprir prisão por roubo.

De acordo com as informações apuradas durante as investigações, Cleber foi encontrado caído na Rua Eduardo Perez, ainda durante a madrugada, já sem sinais vitais. Equipes do Samu foram acionadas para o atendimento, mas apenas confirmaram a morte no local. A perícia apontou que a facada atingiu diretamente a região do coração, causando morte praticamente instantânea.

Testemunhas relataram que momentos antes do crime houve uma discussão motivada pelo uso das roupas do suspeito. Conforme os depoimentos, o autor ficou irritado ao descobrir que Cleber utilizava uma bermuda e uma camiseta que seriam dele. A situação rapidamente evoluiu para violência extrema.

Mesmo ferido, Cleber ainda tentou amenizar a situação. Segundo relatos reunidos pela investigação, ele retirou a bermuda e pediu desculpas ao agressor. A tentativa de evitar o conflito, porém, não impediu o assassinato. O golpe de punhal atingiu o peito da vítima com violência suficiente para provocar a morte antes mesmo da chegada do socorro.

Após o crime, moradores da região ajudaram a polícia fornecendo características físicas do suspeito, além das roupas usadas por ele durante a fuga. Informações também indicaram que o homem teria comentado com conhecidos que buscaria abrigo na residência de um familiar localizada no Bairro Monte Líbano.

Com base nesses dados, equipes da DHPP iniciaram diligências ainda nas primeiras horas do dia seguinte. O suspeito foi localizado ao sair de uma padaria no Bairro Monte Líbano. Durante a abordagem, segundo a Polícia Civil, ele confessou imediatamente o homicídio e detalhou a motivação do crime.

Ainda conforme os investigadores, o homem afirmou que matou Cleber por causa das roupas usadas sem autorização. Em seguida, indicou o local onde havia escondido a arma do crime. O punhal utilizado no assassinato foi encontrado dentro de um padrão de energia elétrica. A lâmina apresentava manchas de sangue.

Durante o interrogatório oficial, o suspeito voltou a admitir o homicídio. Conforme registrado pela investigação, ele descreveu o crime de forma fria e sem demonstrar arrependimento. A Polícia Civil informou que o homem foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por motivo fútil e também por recurso que dificultou qualquer chance de defesa da vítima.

A DHPP também solicitou à Justiça a conversão da prisão em preventiva, destacando o histórico criminal do investigado e a gravidade do assassinato. O fato de o suspeito ter deixado a prisão apenas dois dias antes do crime aumentou a preocupação das autoridades em relação à reincidência criminal.

O caso provocou forte repercussão entre moradores da Vila Nhanhá, bairro que há anos enfrenta problemas relacionados à criminalidade e ao tráfico de drogas. Pessoas que vivem na região relataram convivência constante com brigas, gritos durante a madrugada, circulação de usuários de drogas e presença frequente de viaturas policiais.

Moradores afirmam que episódios de violência passaram a fazer parte da rotina local. Muitos evitam permanecer nas ruas durante a noite e relatam sensação permanente de insegurança. O assassinato de Cleber aumentou ainda mais o clima de tensão no bairro.

A investigação segue em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso, incluindo a dinâmica completa da discussão que antecedeu o homicídio. A Polícia Civil também trabalha para concluir os laudos periciais e anexar depoimentos de testemunhas ao inquérito.

O caso será encaminhado ao Poder Judiciário e o suspeito poderá responder por homicídio qualificado, crime que prevê pena elevada em caso de condenação pelo Tribunal do Júri. Enquanto isso, moradores da Vila Nhanhá continuam convivendo com a insegurança e com o impacto causado por mais um episódio de violência extrema registrado na região.

#CampoGrande #VilaNhanhá #PolíciaCivil #DHPP #MatoGrossoDoSul #ViolênciaUrbana #Homicídio #SegurançaPública #Justiça #Investigação #Crime #Brasil

Suas preferências de cookies

Usamos cookies para otimizar nosso site e coletar estatísticas de uso.