Mato Grosso do Sul, 21 de julho de 2026
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Caminhão invade preferencial, atropela e mata guarda civil no bairro Pioneiros

Servidor de 47 anos morreu antes da chegada do socorro depois de ser atingido por caminhão durante conversão repentina; motorista deixou o local após a batida e foi localizado pela polícia em uma residência próxima ao acidente
Corpo da vítima foi coberto com lençol branco. (Foto: Direto das Ruas)
Corpo da vítima foi coberto com lençol branco. (Foto: Direto das Ruas)

A noite desta quarta-feira (20) foi marcada por uma tragédia no trânsito de Campo Grande após um grave acidente provocar a morte do guarda civil metropolitano Eugênio Zanatto Neto, de 47 anos, no cruzamento das ruas Padre Damião e Barão de Campinas, no bairro Pioneiros, região do Universitário. O servidor público morreu depois de ser atingido por um caminhão Ford F4000 azul durante uma conversão irregular feita pelo motorista do veículo pesado.

As imagens de monitoramento da região registraram toda a dinâmica da colisão e mostram o momento em que o caminhão invade a frente da motocicleta conduzida por Eugênio. O guarda seguia pela Rua Padre Damião, no sentido norte-sul, em uma Honda CG Titan azul, quando o caminhão, que vinha no sentido contrário, iniciou uma conversão à esquerda para acessar a Rua Barão de Campinas.

Durante a manobra, o motorista acabou fechando completamente a passagem da motocicleta. Sem tempo para frear ou desviar, o guarda civil atingiu violentamente a lateral do caminhão. O impacto foi extremamente forte e lançou o servidor para baixo do veículo pesado.

Na sequência, o caminhão passou por cima do guarda municipal, que ainda foi arrastado por alguns metros até o veículo parar depois do cruzamento. A cena provocou desespero entre moradores, comerciantes e motoristas que presenciaram a colisão no início da noite.

Um carro branco que seguia logo atrás da motocicleta conseguiu frear antes de atingir os veículos envolvidos. Pessoas que estavam próximas correram imediatamente em direção à vítima tentando prestar ajuda enquanto acionavam as equipes de emergência.

Equipes do Samu foram chamadas às pressas para atender a ocorrência, mas Eugênio já não apresentava sinais vitais quando os socorristas chegaram ao local. A morte foi constatada ainda na pista, antes mesmo do início dos procedimentos médicos.

O cruzamento foi isolado por policiais do BPMTran para o trabalho da perícia e controle do trânsito. O fluxo de veículos ficou lento em várias ruas da região do Universitário durante o atendimento da ocorrência e os levantamentos realizados pelas equipes técnicas.

A motocicleta conduzida pelo guarda civil ficou completamente destruída por causa da violência da batida. Já a parte frontal do caminhão apresentou diversos danos estruturais provocados pelo impacto frontal. Durante os trabalhos periciais, o corpo do servidor permaneceu coberto por um lençol branco no meio da via, enquanto colegas da Guarda Civil Metropolitana acompanhavam o trabalho das autoridades em clima de forte comoção.

Segundo relatos de testemunhas, o motorista do caminhão deixou o local logo após o acidente. A informação mobilizou buscas rápidas nas proximidades feitas por policiais militares e agentes de trânsito. Pouco tempo depois, o suspeito foi localizado em uma residência próxima ao cruzamento onde ocorreu a tragédia.

As circunstâncias da fuga passaram a integrar as investigações conduzidas pela Polícia Civil. Os investigadores trabalham para esclarecer todos os detalhes da ocorrência, incluindo a velocidade dos veículos, a dinâmica exata da conversão e a responsabilidade do motorista pela colisão fatal.

Informações preliminares levantadas no local apontam que o caminhoneiro teria iniciado a conversão de maneira repentina, invadindo a pista contrária e impedindo qualquer reação do motociclista. A suspeita é de que a manobra irregular tenha sido determinante para provocar o acidente.

Equipes da Polícia Científica também estiveram no cruzamento realizando medições, fotografias técnicas e coleta de vestígios que irão auxiliar na conclusão do laudo oficial do acidente. A perícia pretende identificar fatores como distância de frenagem, ponto exato da colisão e trajetória dos veículos.

A morte de Eugênio Zanatto Neto causou forte repercussão entre integrantes da Guarda Civil Metropolitana, familiares e moradores da região. Colegas de trabalho lamentaram a perda do servidor, descrito como um profissional experiente e conhecido dentro da corporação.

O guarda civil deixa esposa e dois filhos. A notícia da morte provocou manifestações de pesar entre servidores públicos, amigos e pessoas que acompanhavam a movimentação no local do acidente.

O caso será investigado pela Polícia Civil e pode resultar em indiciamentos relacionados à condução perigosa, homicídio culposo na direção de veículo automotor e possível omissão após o acidente, dependendo da conclusão das apurações policiais e dos laudos periciais.

Enquanto as investigações avançam, a tragédia volta a chamar atenção para o número de acidentes graves envolvendo motociclistas em Campo Grande, especialmente em cruzamentos urbanos onde conversões irregulares e falta de atenção têm provocado colisões fatais nos últimos anos.

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