Mato Grosso do Sul, 12 de junho de 2026
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Polícia pede prisão de mãe e filha e internação de adolescente após ataque brutal que deixou mulher gravemente ferida

Investigação aponta participação de três familiares em tentativa de homicídio ocorrida durante confraternização com consumo de bebidas alcoólicas no bairro Nova Lima
Imagem - Gildo de Souza
Imagem - Gildo de Souza

Uma tentativa de homicídio registrada no bairro Nova Lima, em Campo Grande, continua mobilizando as autoridades policiais e provocando forte repercussão devido à violência empregada durante o ataque que deixou uma mulher gravemente ferida. Após o avanço das investigações, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva de uma mulher de 43 anos e de sua filha, de 19 anos, além da internação provisória de uma adolescente de 16 anos apontada como participante direta da ocorrência.

O caso aconteceu durante uma reunião marcada pelo consumo de bebidas alcoólicas e terminou em cenas de extrema violência. Segundo as informações apuradas durante a investigação, a vítima foi atacada com golpes de faca e também teria sido agredida com uma enxada durante a confusão.

A mulher sofreu diversos ferimentos e precisou ser socorrida em estado grave. Inicialmente encaminhada para uma unidade de pronto atendimento da Capital, ela posteriormente foi transferida para a Santa Casa devido à gravidade dos ferimentos e à necessidade de atendimento especializado.

As investigações tiveram início logo após o registro da ocorrência e contaram com o trabalho de equipes policiais que realizaram diligências, coleta de informações e oitivas das pessoas envolvidas. Durante os levantamentos realizados pelas autoridades, uma adolescente de 16 anos acabou sendo apreendida por equipes da Polícia Militar.

Em depoimento prestado às autoridades, a menor assumiu participação nos fatos investigados. A jovem relatou sua versão sobre o ocorrido e admitiu envolvimento nas agressões. A irmã dela, de 19 anos, também teria reconhecido participação durante os procedimentos realizados pelos investigadores.

Apesar das confissões apresentadas pelas duas jovens, ambas afirmaram que a mãe não teria participado diretamente das agressões. A versão passou a integrar o conjunto de informações analisadas pelos responsáveis pela investigação.

A mulher de 43 anos também foi ouvida pelas autoridades e negou qualquer envolvimento na tentativa de homicídio. Durante o depoimento, ela declarou que sequer conhecia a vítima e sustentou que pode ter ocorrido um equívoco na identificação dos envolvidos. Segundo sua versão, uma outra filha teria participado da confusão e poderia ter sido confundida com ela.

Mesmo diante das negativas apresentadas, a Polícia Civil entendeu que existiam elementos suficientes para solicitar medidas cautelares mais severas. Diante disso, foi formalizado o pedido de prisão preventiva para a mulher e para a filha de 19 anos.

No caso da adolescente, os investigadores solicitaram sua internação provisória em razão da gravidade dos atos atribuídos a ela. O pedido foi acolhido e a menor foi encaminhada para uma unidade especializada destinada ao cumprimento de medidas socioeducativas.

A investigação também busca esclarecer a dinâmica completa do ataque e identificar o papel desempenhado por cada uma das pessoas envolvidas. Os investigadores trabalham para reconstruir todos os momentos que antecederam a violência, bem como determinar as circunstâncias que levaram ao confronto.

De acordo com as informações reunidas durante a apuração, a confusão ocorreu em uma área residencial do bairro Nova Lima. Testemunhas relataram que o local apresentava sinais de uma confraternização marcada pelo consumo de bebidas alcoólicas. Diversas latas de cerveja foram encontradas espalhadas pela rua, reforçando a suspeita de que os envolvidos participavam de uma reunião momentos antes do episódio violento.

Durante o trabalho pericial realizado após a ocorrência, equipes localizaram uma faca que teria sido utilizada durante o ataque. O objeto foi encontrado a cerca de 30 metros do local principal das agressões e passou a integrar os elementos de prova analisados pela investigação.

Já a enxada que, segundo os relatos, também teria sido utilizada durante as agressões não foi encontrada até o encerramento das primeiras diligências. As buscas continuam para tentar localizar o objeto e esclarecer sua utilização durante o episódio.

A Polícia Civil trata o caso como uma ocorrência de extrema gravidade devido à quantidade de golpes sofridos pela vítima e ao risco concreto de morte provocado pelas agressões. O estado de saúde da mulher ferida continua sendo acompanhado pelas autoridades responsáveis pelo inquérito.

Enquanto isso, a Justiça deverá analisar os pedidos apresentados pelos investigadores. A mãe e a filha de 19 anos foram encaminhadas para audiência de custódia, procedimento que avaliará a legalidade das medidas solicitadas e definirá os próximos passos processuais.

O caso segue sob investigação e novas diligências poderão ser realizadas nos próximos dias para complementar a apuração dos fatos. As autoridades buscam esclarecer todos os detalhes da ocorrência, identificar responsabilidades individuais e reunir provas que permitam o completo esclarecimento do episódio que chocou moradores da região norte de Campo Grande.

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