Mato Grosso do Sul, 30 de junho de 2026
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Governo propõe ampliar teto do MEI para R$ 140 mil e abrir caminho para crescimento de milhões de pequenos empreendedores

Projeto entregue à Câmara dos Deputados prevê aumento gradual do limite de faturamento, autoriza contratação de até dois funcionários e pode beneficiar cerca de 13 milhões de microempreendedores em todo o Brasil
Lula pediu a Motta que o projeto seja votado o mais rapidamente possível
Lula pediu a Motta que o projeto seja votado o mais rapidamente possível

O Governo Federal deu mais um passo na tentativa de ampliar os incentivos aos pequenos empreendedores brasileiros ao encaminhar para a Câmara dos Deputados um projeto de lei complementar que propõe mudanças importantes nas regras do Microempreendedor Individual (MEI). A principal alteração prevê a elevação gradual do limite anual de faturamento da categoria, que atualmente é de R$ 81 mil, para até R$ 140 mil, além da possibilidade de contratação de um segundo empregado.

A proposta foi entregue pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, durante agenda oficial realizada em Brasília. Caso seja aprovada pelo Congresso Nacional, a medida poderá alcançar aproximadamente 13 milhões de microempreendedores individuais em atividade no país, segmento considerado um dos principais motores da economia brasileira.

O projeto representa uma das mais significativas alterações nas regras do MEI desde a criação da modalidade, oferecendo maior espaço para expansão dos pequenos negócios sem que o empreendedor seja obrigado a migrar imediatamente para outro regime tributário por ultrapassar o limite atual de faturamento.

A proposta estabelece que o aumento do teto acontecerá de forma escalonada. Pelo texto apresentado, o limite anual passará para R$ 110 mil em 2027. No ano seguinte, em 2028, o teto será elevado para R$ 140 mil, permitindo que milhares de empreendedores ampliem suas atividades mantendo os benefícios e a simplicidade tributária oferecidos pelo regime.

Além da atualização do faturamento permitido, o projeto também prevê que o microempreendedor individual possa contratar até dois empregados. Atualmente, a legislação autoriza apenas um funcionário registrado. A mudança pretende fortalecer pequenos negócios que já apresentam crescimento e necessitam ampliar suas equipes para atender ao aumento da demanda.

A iniciativa busca reduzir uma defasagem acumulada ao longo dos últimos anos. O teto atualmente em vigor foi estabelecido em 2018 e permaneceu inalterado desde então, mesmo diante da inflação acumulada e das mudanças econômicas registradas no período. Na prática, muitos empreendedores acabaram limitando suas vendas para não ultrapassar o valor permitido ou foram obrigados a mudar de categoria tributária antes do momento considerado ideal para o crescimento do negócio.

Segundo o governo, a atualização das regras pretende oferecer maior segurança jurídica aos pequenos empresários, incentivar investimentos, ampliar a formalização de trabalhadores autônomos e estimular a geração de empregos em milhares de municípios brasileiros.

Durante a entrega do projeto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a rápida tramitação da proposta no Congresso Nacional. O objetivo é permitir que as novas regras entrem em vigor o quanto antes, ampliando o acesso dos microempreendedores às oportunidades de crescimento e também às políticas públicas voltadas ao crédito e ao fortalecimento dos pequenos negócios.

Ao receber o projeto, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, destacou a importância da atualização dos limites do MEI e afirmou que a proposta poderá produzir impactos positivos para milhões de trabalhadores que dependem da atividade empreendedora para garantir renda e sustento familiar.

A proposta também integra um conjunto mais amplo de medidas voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo no país. Entre elas estão ações destinadas à ampliação das linhas de financiamento para pequenos empresários, incentivo ao acesso ao crédito, fortalecimento da formalização e criação de mecanismos para facilitar o desenvolvimento das microempresas.

Na avaliação do governo, os pequenos empreendedores exercem papel fundamental na economia nacional. Além de movimentarem o comércio local, contribuem para a geração de empregos, circulação de renda e fortalecimento das economias regionais, especialmente nos pequenos e médios municípios brasileiros.

Especialistas do setor também observam que a atualização do limite poderá reduzir a informalidade, permitindo que profissionais que atualmente trabalham próximos do teto anual continuem expandindo suas atividades sem perder os benefícios garantidos pelo regime simplificado do MEI.

Caso o projeto seja aprovado pela Câmara dos Deputados e posteriormente pelo Senado Federal, milhões de brasileiros poderão contar com regras mais adequadas à realidade econômica atual, criando um ambiente mais favorável para investimentos, contratação de funcionários e ampliação dos pequenos negócios.

A expectativa agora gira em torno da tramitação da proposta no Congresso Nacional. Parlamentares deverão analisar o texto nas próximas etapas legislativas antes da votação em plenário. Se aprovado, o novo modelo poderá representar uma importante atualização das regras do Microempreendedor Individual, fortalecendo um dos segmentos que mais cresce na economia brasileira e oferecendo melhores condições para que milhares de empreendedores ampliem suas atividades de forma regular e sustentável.

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