Mato Grosso do Sul, 1 de julho de 2026
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Forças de segurança intensificam operação em Corumbá após morte de soldado da PM e um suspeito é morto em confronto

Ação integrada resulta na prisão de um investigado, apreensão de veículo utilizado no crime e continuidade das buscas por terceiro envolvido no assassinato do policial militar Marcelo Pimenta da Silva
Arsenal apreendido durante a operação - Diario Online
Arsenal apreendido durante a operação - Diario Online

A morte do soldado da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, desencadeou uma ampla operação das forças de segurança em Corumbá, na região oeste do Estado. Menos de vinte e quatro horas após o crime, a mobilização das equipes já havia resultado na localização dos suspeitos, na apreensão do veículo utilizado na ação criminosa, na prisão de um dos investigados e na morte de outro durante confronto com policiais. As buscas permanecem concentradas na localização do terceiro suspeito, que continua foragido.

A resposta das forças de segurança mobilizou efetivos de diversas unidades especializadas e contou com atuação conjunta de órgãos estaduais, federais e apoio internacional devido à proximidade da fronteira com a Bolívia. A operação permanece em andamento, enquanto investigadores trabalham para esclarecer completamente a dinâmica do crime, identificar todos os envolvidos e apurar a possível participação de organizações criminosas.

O soldado Marcelo Pimenta da Silva foi morto na noite de terça-feira durante uma perseguição policial iniciada após um ataque a tiros contra uma residência localizada em Ladário, município vizinho a Corumbá. A ocorrência rapidamente evoluiu para uma ação de alto risco que terminou com disparos contra a equipe policial.

Segundo as informações da investigação, imagens registradas por câmeras de monitoramento mostraram pelo menos três homens desembarcando de um Fiat Argo cinza e efetuando diversos disparos contra um imóvel situado em uma alameda nas proximidades da praça do bairro Almirante Tamandaré. Após o ataque, os suspeitos retornaram ao veículo e fugiram em direção ao acesso de Corumbá.

Logo após receber as informações sobre o atentado, equipes da Polícia Militar iniciaram diligências para localizar o automóvel utilizado pelos criminosos. Durante o patrulhamento pela Rua Nossa Senhora do Carmo, o grupo policial comandado pelo soldado Marcelo identificou um veículo com as mesmas características trafegando em sentido contrário.

Ao perceberem a coincidência das informações, os militares realizaram o retorno e iniciaram o acompanhamento tático do automóvel, utilizando sinais luminosos e sonoros para determinar que o motorista interrompesse a fuga. A ordem, entretanto, não foi obedecida.

A perseguição seguiu por diversas vias da cidade até alcançar a Rua Totico de Medeiros. Durante o deslocamento, o veículo reduziu a velocidade por alguns instantes. Foi nesse momento que, segundo a investigação, um dos ocupantes efetuou vários disparos contra a equipe policial.

Os tiros atingiram o soldado Marcelo na cabeça, no tórax e em um dos braços. Gravemente ferido, ele perdeu o controle da motocicleta utilizada pelo Grupo Especial Tático de Motocicletas e caiu ao solo juntamente com outro policial militar que ocupava a garupa.

A violência do ataque surpreendeu os militares que participavam da perseguição. Conforme consta no registro da ocorrência, os disparos foram efetuados de forma repentina, impedindo qualquer reação imediata por parte da equipe.

Logo após o atentado, foi solicitado apoio pelo sistema de rádio da corporação. Outras equipes da Polícia Militar foram deslocadas para o local, prestaram os primeiros atendimentos e providenciaram o transporte do policial até uma unidade hospitalar.

No hospital, Marcelo recebeu atendimento de emergência e foi encaminhado imediatamente ao centro cirúrgico. Apesar dos esforços realizados pelas equipes médicas, os ferimentos provocados pelos disparos eram extremamente graves, e o policial não resistiu.

A morte do soldado provocou imediata mobilização das forças de segurança em Mato Grosso do Sul. Diversas equipes foram deslocadas para Corumbá, ampliando as buscas pelos envolvidos e realizando diligências simultâneas em diferentes pontos da cidade e também na região de fronteira.

Durante coletiva de imprensa realizada na manhã seguinte ao crime, o comandante-geral da Polícia Militar informou que o veículo utilizado pelos criminosos foi localizado e apreendido, permitindo o avanço das investigações e a identificação dos suspeitos.

Durante as diligências realizadas ao longo da operação, um dos investigados foi localizado pelas equipes policiais. Segundo a corporação, ele reagiu à abordagem, dando início a um confronto armado. No decorrer da intervenção policial, o suspeito foi atingido e morreu.

Outro homem apontado como participante da ação criminosa acabou preso durante a operação e permanece à disposição da Justiça. Paralelamente, as equipes seguem realizando buscas para localizar o terceiro investigado, considerado foragido.

A operação reúne um grande contingente de policiais e especialistas em diferentes áreas da segurança pública. Participam das ações equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Departamento de Operações de Fronteira, Batalhão de Operações Policiais Especiais, Batalhão de Choque, Tático Ostensivo Rodoviário, Grupamento de Policiamento Aéreo, Coordenadoria-Geral de Perícias, Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, coordenada pela Polícia Federal, além de apoio da Polícia Boliviana.

A integração entre as diferentes instituições busca ampliar a capacidade de localização dos suspeitos e impedir eventual tentativa de fuga pela extensa faixa de fronteira existente entre Brasil e Bolívia.

As investigações também procuram esclarecer a motivação do assassinato. Conforme informações apresentadas pelas autoridades, existem indícios de que o caso esteja relacionado ao tráfico de drogas e às disputas entre grupos criminosos que atuam na região fronteiriça.

Os investigadores apuram ainda uma possível ligação dos envolvidos com integrantes do Primeiro Comando da Capital. A hipótese faz parte das linhas investigativas e será analisada durante o andamento do inquérito policial, juntamente com outras informações reunidas ao longo da operação.

As diligências também apontam que o imóvel alvo do ataque registrado em Ladário pertence a uma pessoa investigada por envolvimento com o tráfico de drogas. Essa circunstância reforça a principal linha de investigação sobre a origem do confronto que antecedeu a perseguição policial.

A localização estratégica de Corumbá, na fronteira internacional com a Bolívia, faz da região um dos principais corredores utilizados por organizações criminosas para o transporte de drogas, armas e mercadorias ilícitas. Essa condição exige atuação permanente das forças de segurança estaduais e federais em operações de fiscalização e repressão ao crime organizado.

Mesmo após a prisão de um dos investigados e a morte de outro durante o confronto, a mobilização das equipes permanece intensa. Barreiras policiais, diligências, levantamentos de inteligência e monitoramentos continuam sendo realizados para localizar o terceiro suspeito e reunir novas provas que possam contribuir para a conclusão das investigações.

A morte do soldado Marcelo Pimenta da Silva causou forte comoção entre integrantes das forças de segurança e marcou mais um episódio de violência enfrentado por policiais durante o exercício da atividade profissional. A corporação informou que continuará empregando todos os recursos disponíveis até que todos os envolvidos sejam identificados, localizados e apresentados à Justiça, dando prosseguimento às investigações e às ações de combate ao crime organizado na região de fronteira.

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