Mato Grosso do Sul, 1 de julho de 2026
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Governo Federal amplia investimentos na agricultura familiar e anuncia Plano Safra de R$ 97,3 bilhões

Novo pacote amplia recursos para crédito rural, reduz taxas de juros, incentiva mulheres e jovens do campo e reforça políticas voltadas à segurança alimentar e ao desenvolvimento da produção familiar
Lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar, no Palácio do Planalto - Imagem -  Ricardo Stuckert
Lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar, no Palácio do Planalto - Imagem - Ricardo Stuckert

O Governo Federal anunciou um novo pacote de investimentos voltado ao fortalecimento da agricultura familiar, ampliando os recursos destinados ao financiamento da produção rural, à assistência técnica, ao seguro agrícola, à habitação no campo e aos programas de comercialização de alimentos. O Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 prevê investimentos de R$ 97,3 bilhões, o maior volume de recursos já destinado ao setor, consolidando uma estratégia voltada à ampliação da produção de alimentos, ao fortalecimento das pequenas propriedades rurais e ao incentivo ao desenvolvimento econômico das comunidades agrícolas em todo o país.

Durante a cerimônia de lançamento do programa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a produção de alimentos representa uma das principais bases da soberania nacional. Segundo ele, garantir condições para que agricultores familiares produzam mais significa assegurar abastecimento, fortalecer a economia e ampliar a segurança alimentar da população brasileira.

O presidente também incentivou agricultores e agricultoras familiares a utilizarem todos os mecanismos de crédito disponibilizados pelo governo. Segundo ele, quanto maior for a utilização dos recursos colocados à disposição do setor, maiores serão as possibilidades de ampliação dos investimentos nos próximos anos, permitindo que novas políticas públicas sejam implementadas em benefício da produção rural.

Ao defender o fortalecimento da agricultura familiar, Lula ressaltou que a produção de alimentos possui importância estratégica para qualquer nação. Segundo afirmou, um país precisa garantir sua capacidade de produzir alimentos para enfrentar desafios econômicos, sociais e até mesmo situações de crise, tornando a segurança alimentar um dos pilares do desenvolvimento nacional.

O novo Plano Safra destina R$ 85,2 bilhões exclusivamente ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O valor representa crescimento de aproximadamente 9% em relação ao ciclo anterior e amplia significativamente a capacidade de financiamento destinada aos pequenos produtores rurais.

Além das linhas tradicionais de crédito, o programa contempla recursos para assistência técnica, extensão rural, seguro agrícola, programas de compras públicas, incentivo à comercialização da produção, apoio à mecanização das propriedades e investimentos em habitação rural, permitindo que as famílias do campo tenham acesso a políticas públicas mais amplas.

Outro destaque da nova edição é a redução das taxas de juros para financiamentos destinados à produção de alimentos considerados essenciais para o consumo da população brasileira.

Os financiamentos voltados ao custeio da produção de alimentos básicos passam a contar com juros de apenas 2% ao ano, percentual inferior ao praticado anteriormente. Para agricultores que desenvolvem sistemas agroecológicos, produção orgânica e atividades ligadas à sociobiodiversidade, a taxa foi reduzida para 1% ao ano, buscando estimular modelos sustentáveis de produção.

A redução dos encargos financeiros pretende facilitar o acesso ao crédito por milhares de agricultores familiares, permitindo investimentos na ampliação da produção de arroz, feijão, mandioca, frutas, hortaliças, leite e diversos outros alimentos que abastecem diariamente os mercados brasileiros.

A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, afirmou que o novo plano representa não apenas o maior investimento financeiro da história da agricultura familiar, mas também um conjunto mais amplo de políticas públicas estruturadas para atender diferentes perfis de produtores rurais.

Segundo ela, o governo trabalhou para construir um programa capaz de atender organizações da agricultura familiar em diversas regiões do país, oferecendo instrumentos que ampliem o acesso ao crédito, fortaleçam a produção e incentivem a permanência das famílias no campo.

A ministra também apresentou um balanço das últimas safras, destacando que mais de seis milhões de operações de financiamento foram executadas nos três últimos ciclos do Plano Safra da Agricultura Familiar. Nesse período, o volume contratado ultrapassou R$ 210 bilhões, distribuídos por diferentes instituições financeiras responsáveis pela concessão do crédito rural.

Ainda de acordo com o governo, a última safra registrou um resultado considerado histórico, superando a marca de dois milhões de contratos firmados por agricultores familiares em todo o território nacional.

O novo plano também amplia políticas específicas destinadas às mulheres e aos jovens do campo, considerados estratégicos para a renovação da atividade agrícola e para a sucessão familiar nas propriedades rurais.

As medidas buscam facilitar o acesso desse público ao financiamento rural, incentivar novos empreendimentos agrícolas e criar condições para que jovens permaneçam nas áreas rurais desenvolvendo atividades produtivas, contribuindo para a geração de renda e para o fortalecimento da economia local.

Durante a solenidade, representantes da equipe econômica defenderam que os investimentos destinados à agricultura familiar fazem parte de uma política voltada à promoção da justiça social, da distribuição de oportunidades e da ampliação da inclusão produtiva das famílias rurais.

Também foi ressaltada a importância do fortalecimento da agricultura familiar como instrumento de combate às desigualdades regionais e de incentivo ao desenvolvimento econômico sustentável.

Representantes do Congresso Nacional destacaram que o aumento dos recursos destinados ao setor amplia as condições para que pequenos produtores continuem abastecendo o mercado interno, garantindo maior oferta de alimentos e contribuindo para a estabilidade do abastecimento nacional.

Entidades representativas dos trabalhadores rurais também comemoraram o novo volume de investimentos, avaliando que diversas reivindicações históricas passaram a integrar o conjunto de medidas anunciadas para esta safra.

Além da ampliação do crédito, o programa prevê continuidade das políticas de assistência técnica especializada, incentivo à mecanização das pequenas propriedades, apoio à inovação tecnológica no campo e fortalecimento das ações de comercialização por meio das compras governamentais.

A expectativa é que os recursos disponibilizados contribuam para ampliar a capacidade produtiva da agricultura familiar, gerar emprego e renda nas áreas rurais, estimular práticas agrícolas sustentáveis e fortalecer a produção de alimentos destinados ao mercado interno.

Com o novo Plano Safra, o governo busca consolidar um conjunto de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, considerada responsável por parcela significativa da produção de alimentos consumidos diariamente pelos brasileiros e por importante participação na geração de emprego, renda e desenvolvimento das economias locais em todas as regiões do país.

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