Mato Grosso do Sul, 10 de julho de 2026
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Morte de herdeira em Ribas do Rio Pardo teria sido encomendada por R$ 5 mil e Polícia aprofunda investigação

Depoimento de suspeito aponta promessa de pagamento pelo assassinato, enquanto investigação apura possível disputa por herança como motivação do crime
O assassinato de Maria José de Oliveira Beserra, de 70 anos, teria sido encomendado por R$ 5 mil
O assassinato de Maria José de Oliveira Beserra, de 70 anos, teria sido encomendado por R$ 5 mil

A investigação sobre a morte de uma mulher que buscava o reconhecimento judicial de um vínculo familiar para participar de uma herança ganhou novos desdobramentos em Mato Grosso do Sul. Um dos suspeitos presos afirmou em depoimento que o homicídio teria sido encomendado mediante promessa de pagamento de R$ 5 mil, dos quais R$ 2 mil teriam sido entregues antes da execução do crime. As declarações passaram a integrar o conjunto de provas analisadas pela Polícia Civil, que continua reunindo elementos para esclarecer completamente o caso.

Segundo as investigações, o suposto mandante do assassinato foi ouvido pelas autoridades e negou qualquer participação no homicídio. Em depoimento, ele afirmou que não teve envolvimento na morte da própria tia e rejeitou todas as acusações apresentadas pelo outro investigado.

A versão apresentada pelo suspeito contrasta diretamente com a narrativa do homem que confessou ter cometido o assassinato. Ainda durante uma ocorrência registrada em Campo Grande, quando mantinha uma adolescente como refém em um restaurante, ele declarou espontaneamente aos policiais militares que havia matado a vítima a pedido do sobrinho dela.

Na ocasião, o investigado afirmou que havia prometido anteriormente que cometeria um homicídio caso fosse solicitado pelo suposto mandante. Durante a negociação para encerrar a situação envolvendo a adolescente, ele relatou que recebeu a informação de que a vítima seria uma mulher idosa e decidiu cumprir a promessa que havia feito.

Com o avanço das investigações, novos trechos do depoimento passaram a fazer parte do inquérito policial. Segundo o relato, além da promessa de receber R$ 5 mil pela execução do crime, ele afirmou que recebeu antecipadamente R$ 2 mil e que, antes do homicídio, também teria recebido bebida alcoólica e cocaína.

Essas declarações estão sendo confrontadas com outras provas reunidas durante a investigação. A Polícia Civil trabalha para verificar a veracidade das informações apresentadas, analisando documentos, depoimentos, registros telefônicos e demais elementos que possam confirmar ou afastar a versão apresentada pelo investigado.

A principal linha de investigação aponta que o crime pode ter sido motivado por interesses patrimoniais relacionados ao processo sucessório de uma ex-vereadora de Ribas do Rio Pardo. A vítima buscava na Justiça o reconhecimento da maternidade socioafetiva, medida que poderia assegurar sua inclusão formal entre os herdeiros do patrimônio deixado pela ex-parlamentar.

De acordo com os documentos analisados durante a investigação, o inventário registra patrimônio declarado de aproximadamente R$ 371 mil. Entretanto, o processo também faz referência à existência de diversos imóveis registrados diretamente em nome da falecida, incluindo áreas rurais e terrenos urbanos localizados no município.

Além desses bens, o espólio também reivindica patrimônio vinculado a uma empresa da qual a ex-vereadora fazia parte como sócia, situação que poderá ampliar significativamente o valor total da herança ainda em discussão judicial.

A possibilidade de que a disputa patrimonial tenha servido como motivação para o assassinato passou a ser uma das principais hipóteses trabalhadas pelos investigadores. No entanto, todas as circunstâncias ainda dependem da conclusão das diligências e da análise das provas reunidas durante o inquérito.

Os investigadores continuam ouvindo testemunhas, analisando documentos e realizando perícias para reconstruir toda a sequência dos fatos. O objetivo é identificar a eventual participação de cada investigado, esclarecer a motivação do crime e verificar se outras pessoas contribuíram direta ou indiretamente para a execução do homicídio.

O caso provocou grande repercussão em Ribas do Rio Pardo pela gravidade das circunstâncias investigadas e pela possível ligação entre o assassinato e uma disputa envolvendo patrimônio familiar. As autoridades destacam que todas as versões apresentadas pelos investigados serão confrontadas com as provas técnicas produzidas ao longo da investigação.

Enquanto o inquérito segue em andamento, a Polícia Civil busca reunir elementos suficientes para esclarecer definitivamente a autoria, a motivação e a dinâmica do crime, permitindo que todos os fatos sejam submetidos à análise da Justiça conforme determina a legislação brasileira.

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