Mato Grosso do Sul, 16 de julho de 2026
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Pagodeiro e mineiro são presos após investigação desmontar grupo suspeito de furtar três Hilux em Dourados

Músico de 34 anos teria dado apoio logístico às ações criminosas, enquanto homem de Minas Gerais foi apontado como responsável por abrir e ligar as caminhonetes; outros três suspeitos continuam foragidos após os veículos serem levados para o Paraguai
Reginaldo, preso na rodoviária da Capital, já está em Dourados (Foto: Leandro Holsbach)

Reginaldo, preso na rodoviária da Capital, já está em Dourados (Foto: Leandro Holsbach) 

Dois homens foram presos durante uma investigação que apura o furto de três caminhonetes Toyota Hilux em Dourados, no sul de Mato Grosso do Sul. Os veículos foram retirados de frente das casas dos proprietários durante a madrugada, em uma ação que, segundo as investigações, teria sido planejada por uma organização criminosa especializada no furto e no transporte de caminhonetes para o Paraguai.

Entre os presos está o músico douradense Rodrigo Leonardo da Silva Dias, de 34 anos, conhecido por atuar no meio do pagode, e Reginaldo da Silva Barbosa, de 42 anos, morador de Esmeraldas, em Minas Gerais. Os dois são suspeitos de integrar o grupo responsável pela ação.

Outros três integrantes da organização criminosa continuam foragidos. Segundo as investigações, eles seriam os responsáveis por conduzir as caminhonetes furtadas até o Paraguai, para onde os veículos eram levados depois de serem retirados das ruas de Dourados.

A operação foi resultado de um trabalho conjunto entre equipes especializadas em crimes de fronteira, investigação de furtos de veículos e policiamento rodoviário. A apuração começou logo depois que três proprietários perceberam que suas caminhonetes haviam desaparecido.

Os veículos estavam estacionados em frente às residências das vítimas. Em um dos casos, uma câmera de segurança registrou toda a movimentação de um dos criminosos e ajudou os investigadores a identificar o homem apontado como responsável por abrir e ligar a caminhonete.

A sequência de furtos ocorreu em diferentes regiões de Dourados.

Uma Toyota Hilux branca, ano 2022/2022, foi levada da Rua Mato Grosso, no Jardim Caramuru.

Outra caminhonete, uma Hilux cinza, ano 2021/2021, foi furtada na Rua Ciro Melo, na região central da cidade.

Já na Rua Antônio de Carvalho, na Vila Planalto, uma câmera de segurança registrou o momento em que um homem se aproximou de uma Hilux vermelha, ano 2016/2017, e conseguiu abrir o veículo em menos de três minutos.

A rapidez da ação chamou a atenção dos investigadores. O suspeito não precisou permanecer muito tempo no local para acessar a caminhonete e colocá-la em funcionamento.

A investigação aponta que o homem registrado pelas câmeras era Reginaldo da Silva Barbosa. Ele teria vindo de Minas Gerais para participar diretamente da abertura e da ligação dos veículos.

Depois que as caminhonetes eram colocadas em funcionamento, elas seriam entregues a outros integrantes do grupo, responsáveis por conduzir os veículos até a fronteira e posteriormente levá-los ao Paraguai.

O esquema teria utilizado equipamentos eletrônicos capazes de interferir no sistema de segurança das caminhonetes.

Durante a prisão de Reginaldo, os policiais encontraram um equipamento que, segundo a investigação, era utilizado para dar partida nos veículos. O aparelho passou a ser analisado como uma das principais provas da atuação do suspeito nos furtos.

A presença de um integrante vindo de outro Estado também chamou a atenção dos investigadores. A suspeita é de que o grupo contasse com pessoas especializadas em diferentes etapas da ação criminosa.

Enquanto um integrante teria a função de abrir e ligar as caminhonetes, outros seriam responsáveis pelo apoio, pela retirada dos veículos e pelo transporte até o país vizinho.

O músico Rodrigo Leonardo da Silva Dias foi preso no BNH 4º Plano, em Dourados. A investigação apontou que ele teria utilizado um veículo Corsa Hatch, de cor azul, para dar apoio às ações criminosas.

O carro teria sido usado para auxiliar na movimentação do grupo durante os furtos. A partir do trabalho de inteligência, os investigadores conseguiram identificar a ligação do músico com a ação e localizaram o veículo utilizado no apoio.

A polícia também apura como Rodrigo teria sido recrutado para participar do esquema.

Segundo as investigações, ele teria sido chamado por um parente que cumpre pena na Penitenciária Estadual de Dourados. A suspeita é de que esse contato tenha servido para aproximar o músico da organização responsável pelos furtos.

A investigação continuou após a identificação dos dois suspeitos.

Os policiais descobriram que Reginaldo havia seguido para Campo Grande depois da ação em Dourados e pretendia retornar de ônibus para Esmeraldas, cidade onde mora, em Minas Gerais.

Com essa informação, as equipes de Dourados entraram em contato com investigadores da Capital para tentar localizar o suspeito antes que ele deixasse Mato Grosso do Sul.

O homem foi encontrado nas proximidades do terminal rodoviário de Campo Grande.

Durante a abordagem, os policiais localizaram o equipamento eletrônico que, conforme a investigação, era usado para ligar as caminhonetes furtadas.

Depois da prisão, Reginaldo foi encaminhado para Dourados, onde deveria ser apresentado às autoridades responsáveis pelo caso.

A investigação agora busca identificar com precisão a participação de cada integrante do grupo.

Os três suspeitos que continuam foragidos são apontados como integrantes da etapa responsável pelo transporte das caminhonetes até o Paraguai.

A suspeita é de que os veículos fossem rapidamente retirados do território brasileiro para dificultar a recuperação e evitar que fossem encontrados antes de atravessar a fronteira.

O destino dos veículos também revela a diferença entre o valor das caminhonetes no mercado brasileiro e o preço pelo qual seriam entregues no país vizinho.

As três Toyota Hilux furtadas são avaliadas entre R$ 160 mil e R$ 260 mil cada no mercado brasileiro.

No Paraguai, entretanto, os veículos poderiam ser entregues por aproximadamente R$ 35 mil.

Essa diferença de valores é um dos fatores que tornam caminhonetes de alto padrão um dos principais alvos de grupos especializados em furtos e roubos de veículos.

Para os criminosos, o objetivo é agir rapidamente, retirar os veículos de circulação e atravessar a fronteira antes que os proprietários tenham tempo de acionar as autoridades e que os bloqueios sejam organizados.

No caso investigado em Dourados, as três caminhonetes foram levadas durante a mesma madrugada e em diferentes pontos da cidade.

A sequência dos crimes indica, segundo a apuração, que os envolvidos conheciam o funcionamento dos veículos e sabiam como agir rapidamente.

A gravação feita na Vila Planalto é considerada importante para a investigação porque mostra a rapidez com que o suspeito consegue acessar a caminhonete.

O homem chega ao local, utiliza o equipamento e, em poucos minutos, consegue colocar o veículo em funcionamento.

A ação demonstra o nível de preparação utilizado pelos grupos que atuam nesse tipo de crime.

A investigação também tenta esclarecer se os suspeitos já haviam participado de outros furtos semelhantes em Mato Grosso do Sul ou em outros Estados.

O fato de Reginaldo ter vindo de Minas Gerais e Rodrigo ser morador de Dourados reforça a suspeita de que o grupo reunia pessoas de diferentes locais para executar etapas específicas do esquema.

O envolvimento de pessoas que conhecem a região também pode facilitar a escolha dos locais, a movimentação pela cidade e o acesso às principais rotas de saída.

Já os integrantes especializados em sistemas eletrônicos podem ser deslocados de outras regiões para realizar a abertura e a ligação dos veículos.

Depois disso, os carros são repassados a motoristas que conhecem as rotas até a fronteira.

A investigação continua para localizar os três suspeitos que permanecem foragidos e recuperar as caminhonetes.

Também será necessário esclarecer se o grupo possuía outros veículos de apoio, se havia compradores previamente definidos no Paraguai e se a organização já tinha realizado ações semelhantes em outras cidades.

Os dois presos permanecem à disposição da Justiça e deverão responder pelos crimes que forem confirmados ao longo da investigação.

A apuração também deverá analisar as imagens de câmeras de segurança, os equipamentos apreendidos, os veículos utilizados no apoio e possíveis registros de deslocamento dos suspeitos.

A prisão dos dois homens representa uma etapa importante para a investigação, mas o trabalho ainda não terminou.

Com três integrantes foragidos e as caminhonetes ainda sendo procuradas, os investigadores continuam tentando desmontar toda a estrutura do grupo.

O caso mostra como organizações especializadas em furto de veículos podem agir de forma rápida e organizada, utilizando tecnologia, apoio logístico e rotas planejadas para retirar caminhonetes de alto valor do país.

Em Dourados, os três furtos ocorreram durante a madrugada, quando os veículos estavam estacionados em frente às casas dos proprietários.

Em poucos minutos, uma das caminhonetes foi aberta e ligada.

Depois, os veículos foram retirados da cidade e encaminhados para a rota que levaria ao Paraguai.

Agora, a investigação busca esclarecer todos os detalhes da operação criminosa, identificar os demais envolvidos e descobrir o destino das três Toyota Hilux.

A expectativa é de que o avanço das buscas e a análise das provas ajudem a revelar como o grupo se organizava, quem comandava as ações e quais outras pessoas podem estar envolvidas no esquema.

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