Mato Grosso do Sul, 5 de abril de 2025
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Sala de acomodação sensorial garante espaço reservado para autistas no Bioparque Pantanal

A primeira dama do Estado, Mônica Riedel marcou presença na inauguração e parabenizou o Bioparque pelo cuidado e atenção com os autistas
Imagens - Lara Miranda e Eduardo Coutinho
Imagens - Lara Miranda e Eduardo Coutinho

Com o objetivo de promover cada vez mais a inclusão, o Programa Bioparque para Todos – Iguais na Diferença, desenvolvido no maior aquário de água doce do mundo, avança mais uma etapa e inaugura uma sala de acomodação sensorial para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e neurodivergentes. O novo espaço vai de encontro com um dos eixos do plano de governo do Estado e faz com que cada visitante não seja apenas recebido, mas acolhido no local.

O ambiente foi projetado para proporcionar estímulos sensoriais controlados, com a finalidade de relaxar, regular as emoções, desenvolver habilidades sensoriais e melhorar a atenção e o foco. Assim, havendo algum desregulação durante a visita o autista poderá contar com este ambiente para se regular e dar continuidade no passeio.

15,37 metros quadrados do local foram adaptados para oferecer um ambiente aconchegante, com estímulos sensoriais controlados, como iluminação suave e baixo ruído. O local também conta com brinquedos montessorianos, projetados para promover a aprendizagem independente, a criatividade e o desenvolvimento cognitivo das crianças.

A primeira dama do Estado, Mônica Riedel marcou presença na inauguração e parabenizou o Bioparque pelo cuidado e atenção com os autistas. “Mais uma vez o Bioparque sai na frente na questão da inclusão, agora esse público conta com um espaço todo pensado para atender suas necessidades. Que sirva de exemplo para outros locais, pois é uma forma de incluir e respeitar os autistas que estão na nossa sociedade”.

Diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri destaca a importância da inclusão e o fato do Bioparque Pantanal ser o primeiro empreendimento turístico do Mato Grosso do Sul a contar com uma sala de acomodação sensorial. “A acolhida de pessoas neurodivergentes é fundamental para promover uma sociedade inclusiva, justa e igualitária. Acolher significa oferecer apoio, respeito e oportunidades para que todas as pessoas, independentemente de suas capacidades, possam participar plenamente da vida social”.

Em relação ao novo espaço, Balestieri revela que ele foi projetado visando a melhoria do serviço público prestado, diante do crescente número de visitantes neurodivergentes. “Com o espaço se pretende ampliar o nosso programa, proporcionando mais um instrumento de suporte emocional e afetivo e favorecendo ainda mais o processo de inclusão no Bioparque Pantanal”.

Por meio do seu programa de inclusão, o Bioparque oferece acolhimento, experiência e conhecimento para todos os visitantes, independentemente de suas características físicas ou intelectuais.

O empreendimento que segue na vanguarda em acessibilidade, já disponibilizava aos visitantes neurodivergentes, abafadores de ruídos, cordão de identificação universal, mapa sensorial contendo os estímulos sensoriais mais comuns encontrados durante o passeio, e, ainda, utilização de tecnologia assistiva com narrativa visual para autistas não verbais.

Para a representante da Associação de Pais e Responsáveis Organizados pelos Direitos das Pessoas com Deficiência e Transtorno do Espectro Autista (PRODTEA), Naína Dibo o Bioparque Pantanal é o local que mais se importa com a acessibilidade e inclusão no Estado. “Em nome de todas lideranças, não só do autismo, mas de outras deficiências, temos o Bioparque como nosso local do coração”.

João Victor Dibo, 15 anos, autista de nível 3 é filho de Naína e ajudou na preparação da sala de acomodação sensorial. O adolescente aprovou cada detalhe do espaço, principalmente a textura da grama sintética, o mobiliário para relaxamento, a projeção de estrelas no teto e a luz indireta. “Eu gostei bastante, muito bom”, disse o garoto.

A mãe orgulhosa celebra que essa foi a primeira vez que um autista nível 3 ajudou na elaboração de uma sala de acomodação sensorial.

Pai de autista, Alexandre Figueiredo, que também faz parte do Projeto PRF Amigo do Autista, prestigiou o novo espaço acompanhado da família. “Acreditamos que iniciativas como essa fazem a diferença na nossa população, quanto mais pessoas entenderem como apoiar uma pessoa com autismo, teremos realmente uma efetividade daquilo que a gente entende como uma sociedade inclusiva”.

O evento contou ainda com a presença de representantes da Secretaria de Estado de Cidadania (SEC),  Subsecretaria de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, Associação de Pais e Amigos do Autista (AMA), Santa Casa, Corpo de Bombeiros, Defensoria Pública Geral do Estado de Mato Grosso do Sul, Comissão de Autismo da OAB-MS, Associação Pestalazzi de Campo Grande e Conselho Municipal de Pessoas com Deficiência e Mãe TEA.

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