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Mato Grosso do Sul, 19 de maio de 2024
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Advogada diz estar traumatizada após ser chamada de ‘galinha garnizé’ por promotor

O Conselho Nacional do Ministério Público deve analisar o bate-boca com ofensas consideradas machistas

“Eu ainda estou bem traumatizada com a situação como advogada, bem chateada. Não queria que tivesse tomado essa proporção.” Isso foi o que disse a advogada criminalista Sarah Quinetti, chamada de “galinha garnizé” pelo promotor Francisco Santiago durante um juri popular em Belo Horizonte no dia 26 de março. O Conselho Nacional do Ministério Público deve analisar um bate-boca com ofensas consideradas machistas.

Após a confusão, a advogada ainda filmou um trecho do bate-boca. “Você é neurótica”, grita o homem. Ela responde: “Ele está tratando a mim (dessa forma) porque eu sou uma mulher”. O julgamento foi adiado pela juíza Marcela Oliveira D. de Moura após a confusão.

Reclamação disciplinar

O Conselho Nacional do Ministério Público deve analisar as ofensas consideradas machistas. Os advogados Rodrigo Badaró e Rogério Varela, integrantes do Conselho Nacional do Ministério Público, protocolaram reclamação disciplinar contra o promotor.

Na representação, os advogados afirmam que ele, em vez de tentar convencer os jurados com argumentos, preferiu dirigir ofensas à advogada, que estava no pleno exercício de sua função.

‘Ele não pode usar autoridade dele para humilhar’

“Creio que ele pensará duas vezes antes de cometer uma situação dessa contra qualquer pessoa sendo advogada, mulher, advogado ou homem, ou qualquer outro cidadão que esteja à frente dele. Ele não pode usar autoridade dele para humilhar ou ofender ninguém”, acrescentou Sarah.

O promotor Francisco Santiago, que não quis gravar entrevista no momento. Ele alega que foi um debate acalorado das teses do julgamento e afirma que reagiu a primeiras ofensas que teriam sido proferidas por ela. Ele nega ter havido machismo.

A Procuradoria de Prerrogativas da OAB de Minas afirma que não foi informada oficialmente sobre o ocorrido. A Corregedoria-Geral do Ministério Público de Minas Gerais, órgão local responsável por analisar eventuais representações relativas a membros da instituição, afirma que ainda não recebeu representação do Conselho Nacional do Ministério Público.

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