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Mato Grosso do Sul, 15 de junho de 2024
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Alzheimer: Frutas podem ajudar a bloquear doença, aponta estudo; saiba quais

De acordo com os autores do estudo, a urolitina-A age como uma espécie de “fiscal da limpeza no cérebro”, avisando ao organismo onde estão os depósitos de proteínas que precisam ser descartados
Um dos fatores pesquisados pela medicina moderna é o da influência da alimentação
Um dos fatores pesquisados pela medicina moderna é o da influência da alimentação

Uma doença que ataca o cérebro de forma progressiva, compromete gravemente a autonomia do paciente e atinge 50 milhões de pessoas no mundo, sendo 1,2 milhão somente no Brasil, com 100 mil diagnósticos novos.

Trata-se do Alzheimer, que impõe à classe médica o desafio de encontrar um tratamento que reverta a condição ou diminua seu impacto.

Um dos fatores pesquisados pela medicina moderna é o da influência da alimentação.

Estudo desenvolvido pela Universidade de Copenhage, na Dinamarca, e publicado na revista especializada Alzheimer´s & Dementia concluiu que frutas ricas na substância urolitina-A são capazes de auxiliar o corpo a remover células danificadas. Com isso, é evitado o acúmulo de proteínas tóxicas que já foram relacionadas ao declínio cognitivo.

Determinadas frutas são ricas em urolitina-A, como morango, romã, framboesa e amora. Certas oleaginosas, como castanhas e nozes, também contêm a substância.

De acordo com os autores do estudo, a urolitina-A age como uma espécie de “fiscal da limpeza no cérebro”, avisando ao organismo onde estão os depósitos de proteínas que precisam ser descartados.

“Resultados muito positivos”

“Muitos pacientes com doenças neurodegenerativas têm dificuldade em remover mitocôndrias danificadas do cérebro, que se acumulam e afetam a função cerebral. Se você conseguir estimular o processo de mitofagia, removendo as mitocôndrias fracas, verá resultados muito positivos”, relatou o bioquímico Wilhelm Bohr, da Universidade de Copenhague, um dos autores do estudo, de acordo com o Metrópoles.

Os pesquisadores comprovaram a ação da urolitina-A ao testá-la em ratos que tinham sido induzidos aos sintomas do Alzheimer. Depois de serem alimentados com suplementos da substância conseguiram melhorar o desempenho em testes de memória, aprendizagem e olfato.

“Ainda não podemos dizer nada conclusivo sobre a dosagem. Mas imagino que seja mais do que uma romã por dia para um adulto. Porém, a substância já está disponível em forma de comprimido e atualmente estamos tentando encontrar a dosagem certa”, acrescentou o pesquisador.

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