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Mato Grosso do Sul, 17 de abril de 2024
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Amigão de delegado, traficante é encontrado enforcado em cela no presídio da Gameleira em Campo Grande.

As ações da quadrilha não chegavam nem a serem investigadas, pois o grupo era “protegido” pelo então delegado Eder Oliveira Moraes.
Weslei de Almeida Velasco e Sandra Ramona da Silva
Weslei de Almeida Velasco e Sandra Ramona da Silva

Weslei de Almeida Velasco, 38 anos, foi encontrado morto na noite desta segunda-feira (22), em uma das celas da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, localizada na zona rural de Campo Grande.

Perícia indica que ele foi enforcado e depois pendurado para simular suicídio. Velasco fazia parte de quadrilha de traficantes que agia nas cidades de Aquidauana e Anastácio. As ações do bando eram “protegidas” pelo então delegado na época, Eder Oliveira Moraes.

Segundo a ocorrência registrada na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol, a informação inicial era de suicídio no pavilhão 1 e cela 112. Como medida de praxe, médicos e peritos são acionados. Foram os militares dos bombeiros que constataram a morte de Weslei e, na sequência, a perícia iniciou os trabalhos.

O profissional indicou que as marcas encontradas no pescoço de Wesley “não condizem com suicídio”. O perito acredita que a vítima foi enforcada, ainda embaixo, e depois pendurada para simular um suicídio.

Diante da situação, três internos que dividiam a cela com a vítima foram levados até a delegacia para serem ouvidos. Por enquanto, o caso foi registrado como “morte a esclarecer”.

Weslei foi denunciado pelo Ministério Público por fazer parte do esquema de narcotráfico em Aquidauana e Anastácio. Ele era companheiro da líder do esquema, Sandra Ramona da Silva, e foi preso em setembro de 2019.

O detento encontrado morto nesta segunda, foi investigado na operação “Balcão de Negócios”, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), em 2019. Ele era companheiro de Sandra Ramona da Silva, líder da organização criminosa especializada em tráfico de drogas.

A operação apurou o envolvimento do ex-delegado de Polícia Civil, Eder Oliveira Moraes, com a quadrilha. Segundo o Gaeco, ele compartilhava informações sigilosas com os traficantes e comandava um esquema de corrupção na delegacia de Aquidauana, no oeste do estado.

Moraes foi condenado a mais de 11 anos de prisão por tráfico e 20 anos de reclusão por estupro de dois adolescentes, que denunciaram abusos dentro de outra delegacia que ele chefiou, a de Rio Verde de Mato Grosso, em 2016. O ex-delegado também foi investigado por peculato e enriquecimento ilícito.

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