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Mato Grosso do Sul, 17 de abril de 2024
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Assembleia Geral da ONU aprova resolução que pede cessar-fogo humanitário na guerra entre Israel e Hamas

A interrupção do serviço ocorre no momento em que Israel se prepara para uma invasão terrestre no território palestino
A medida pede uma "trégua humanitária imediata, duradoura e sustentada". - (crédito: MAHMUD HAMS / AFP)
A medida pede uma "trégua humanitária imediata, duradoura e sustentada". - (crédito: MAHMUD HAMS / AFP)

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução, na tarde desta sexta-feira (27/10), que pede uma trégua humanitária imediata entre Israel e o grupo extremista Hamas. No entanto, o texto aprovado é de caráter recomendativo os países envolvidos não são obrigados a aplicar a resolução.

A medida foi aprovada com 120 votos favoráveis, 45 abstenções e 14 posicionamentos contrários entre eles, dos Estados Unidos e de Israel. 

O texto é da Jordânia, país vizinho do conflito, e pede “trégua humanitária imediata, duradoura e sustentada” e que os grupos envolvidos cumpram com o direito humanitário internacional e forneçam serviços essenciais para a Faixa de Gaza. 

A resolução também pede a “libertação imediata e incondicional” de civis que estejam sendo usados como reféns. 

A Assembleia da ONU aprovou o texto após rechaçar uma emenda do Canadá, que pedia a condenação expressa do Hamas pelo ataque de 7 de outubro, que provocou a morte de mais de 1,4 mil israelenses.

Israel chama de ‘infâmia’ a resolução aprovada na assembleia 

O representantes de Israel na ONU, Gilad Erdan classificou a resolução como uma “infâmia”

“Hoje é um dia que passará para a infâmia. Todos temos testemunhado que a ONU não tem a menor legitimidade ou relevância”, disse o diplomata israelense. O texto, que se concentra na necessidade de atenuar o sofrimento da população civil na guerra entre Israel e Hamas, não nomeou nenhuma das partes em conflito.

Na mesma sessão, a ONU rejeitou a emenda proposta pelo Canadá, com apoio dos EUA, que condenava “inequivocamente os ataques terroristas do Hamas” de 7 de outubro e pedia “soltura imediata e incondicionada dos reféns”.

Votaram a favor 88 países, contra 55, além de 23 abstenções. O Brasil votou a favor das duas propostas.

Confito chega ao 21º dia

As Forças de Defesa de Israel (IDF) intensificaram os bombardeios à Gaza, cortando o acesso à interent e telefonia dos palestinos nesta sexta-feira, 27. A Faixa de Gaza, que já estava sem energia elétrica, sem combustível e praticamente sem água potável, agora está também incomunicável.   

Com os cortes, a embaixada brasileira na Palestina perdeu contato momentâneo com grupo de 30 brasileiros que aguardam o aval do governo israelense para deixar Gaza, abrigados próximos a fronteira com o Egito.  

Invasão terrestre à Gaza

A interrupção do serviço ocorre no momento em que Israel se prepara para uma invasão terrestre no território palestino. O porta-voz militar da IDF, Daniel Hagari, disse que Israel aumentou os ataques aéreos “de uma forma muito significativa” e que as forças terrestres estavam “expandindo a sua atividade” em Gaza.  

Segundo a al Jazeera, “operações limitadas israelenses”  já estariam ocorrendo por terra no norte de Gaza, perto da Cidade de Gaza.  

Entenda os principais pontos da guerra entre Israel e Hamas:
Desde o início do conflito, mais de 7.326 palestinos morreram, sendo 3.038 crianças e 1.726 mulheres, e mais de 18 mil ficaram feridos; do lado israelense, 1.405 israelenses morreram, sendo 305 soldados e 57 policiais, e há mais de 5.431 feridos;

Estima-se que 220 pessoas, a maioria israelenses, foram sequestradas pelo Hamas e levadas para Gaza; apenas 4 já foram libertadas;

Em 21 dias de conflito cerca de 45% das residências de Gaza foram totalmente ou parcialmente destruidas;

O Hamas é uma organização militar, política e social que comanda a Faixa de Gaza desde 2007, quando venceu as eleições legislativas palestinas. O grupo é considerado uma organização terrorista por países da União Europeia e pelos Estados Unidos, mas não pela ONU;

A Faixa de Gaza vive sob um intenso bloqueio terrestre, aéreo e marítimo, com restrições de entrada de suprimentos básicos, desde 2007, sendo considerada uma ‘prisão a céu aberto’ por analistas, pesquisadores e entidades de direitos humanos;

Os palestinos reivindicam a criação de seu Estado (que inclui a Cisjordânia) desde 1948; 

Em 7 de outubro, o Hamas realizou a maior onda de ataques contra Israel;

Benjamin Netanyahu declarou guerra ao Hamas e falou em destruir o grupo; 

Israel intensificou o bloqueio à Faixa de Gaza, cortando o abastecimento de energia elétrica, combustível e água, criando uma crise humanitária sem precedentes em Gaza, após mais de duas semanas de conflito praticamente não há mais água potável em Gaza;

Hamas ameaçou matar os reféns israelenses em retaliação à resposta militar israelense;

Entidades alertam para o risco de agravamento da crise humanitária em Gaza. Com os hospitais e necrotérios sobrecarregados, palestinos usam carros de sorvete e refrigeradores de alimentos para armazenar corpos;

Cerca de 1.400 milhão de palestinos deixaram as suas casas em busca de refúgio no sul de Gaza; a população total da Faixa de Gaza é de 2,3 milhões, sendo 47% crianças;

Bombardeio ao Hospital Batista Al-Ahli, em Gaza, deixou ao menos 500 mortos; Israel acusou a Jihad Islâmica pelo bombardeio. O grupo negou;

A terceira igreja mais antiga do mundo, a Igreja de São Porfírio, localizada na Faixa de Gaza, foi bombardeada na noite de quinta-feira, 19;

Representante palestino na ONU pediu um cessar-fogo imediato;

Estados Unidos vetaram a resolução brasileira no Conselho de Segurança da ONU; textos propostos pelos EUA e Rússia também são vetados;

Preparativos para a incursão terrestre em larga escala em Gaza aumenta; 

No dia 27 de outubro, a Assembléia Geral da ONU aprovou resolução que pede pausa humanitária em Gaza

Governo já repatriou mais de 1.135 brasileiros na operação Voltando em Paz;

Ajuda humanitária começa a chegar em Gaza apenas no dia 20 de outubro, 13 dias após o início do conflito.

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