O mercado de trabalho formal no Brasil iniciou o ano com um desempenho superior às expectativas econômicas. Segundo os dados oficiais divulgados nesta terça feira o país registrou a criação líquida de cento e doze mil trezentos e trinta n quatro novos postos de trabalho com carteira assinada durante o mês de janeiro. Este saldo positivo é o resultado de mais de dois milhões e duzentas mil admissões contra dois milhões e noventa e cinco mil desligamentos no período.
Com o novo avanço o estoque total de empregos com vínculos formais no território nacional subiu para a marca de quarenta e oito milhões e quinhentos mil postos. O resultado mensal superou as projeções de analistas financeiros que estimavam a criação de cerca de noventa e duas mil vagas. Nos últimos doze meses o Brasil acumula a abertura de mais de um milhão e duzentos mil vínculos de trabalho estáveis em diversos setores produtivos.
A indústria de transformação e extração foi o grande destaque do mês sendo responsável pela geração de cinquenta e quatro mil novecentas e noventa e uma novas vagas. O setor industrial demonstrou vigor na retomada de projetos e na ampliação de linhas de produção em diversas regiões do país. Logo atrás aparecem os setores de construção civil e de serviços que também apresentaram números sólidos de contratação formal.
A construção civil abriu cinquenta mil quinhentas e quarenta e cinco vagas refletindo o aquecimento de obras de infraestrutura e do mercado imobiliário nacional. Já o setor de serviços contribuiu com quarenta mil quinhentos e vinte e cinco novos postos formais. A agropecuária também seguiu em trajetória positiva com a abertura de vinte e três mil vagas impulsionada pelos ciclos de colheita e preparo do solo.
O comércio foi a única exceção entre os grandes grupos econômicos apresentando o fechamento de cinquenta e seis mil e oitocentos postos de trabalho. As autoridades explicam que esse movimento é sazonal e recorrente no mês de janeiro devido ao encarecimento do crédito e ao encerramento dos contratos temporários de natal. Historicamente o setor comercial realiza ajustes de pessoal logo após o período de festas de final de ano.
No recorte regional dezoito das vinte e sete unidades federativas registraram saldos positivos de emprego no primeiro mês do ano. Santa Catarina liderou o ranking nacional seguida por Mato Grosso e Rio Grande do Sul. O estado de Mato Grosso do Sul também apresentou um desempenho favorável no início do ano registrando um saldo positivo de quatro mil quinhentas e dezenove novas vagas com carteira assinada.
Dentro do estado de Mato Grosso do Sul a capital Campo Grande liderou as contratações seguida de perto por municípios como Dourados e Três Lagoas. O setor de serviços e a indústria de celulose foram fundamentais para impulsionar os números nessas cidades. A agroindústria no interior do estado também contribuiu para manter a estabilidade das contratações formais durante o período de transição entre as safras.
O rendimento médio real de admissão em janeiro foi de dois mil cento e dezoito reais apresentando uma variação positiva em relação ao mês anterior. Esse valor reflete a política de valorização do salário mínimo e a busca das empresas por profissionais mais qualificados. Em setores como a indústria e a tecnologia da informação os salários médios de entrada superam a média nacional devido à exigência de especialização técnica.
O bom momento do mercado de trabalho reflete a confiança do setor produtivo e a manutenção de políticas de incentivo ao consumo e ao crédito controlado. O aumento da massa salarial real decorrente das novas contratações tende a retroalimentar a economia gerando mais demanda por serviços. Especialistas apontam que a estabilidade na inflação tem permitido que as empresas planejem investimentos de longo prazo com segurança.
O governo federal destacou que o foco nos próximos meses será a qualificação profissional para preencher postos que exigem maior especialização técnica. Áreas ligadas à manutenção industrial seguem com alta demanda e baixas taxas de desemprego em todo o território. A meta é manter o ritmo de crescimento nas contratações formais para reduzir a informalidade e garantir todos os direitos previdenciários aos novos trabalhadores.
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