Mato Grosso do Sul, 19 de junho de 2026
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Brasil cobra Portugal após criança ter dedos amputados em escola

Embaixada aciona ministérios portugueses e acompanha a família do menino de 9 anos que teve dois dedos amputados após agressão em Cinfães; investigação foi aberta, e grupo de advogados assumiu o caso.

A Embaixada do Brasil em Portugal pediu explicações ao governo português sobre as medidas adotadas após a agressão a um estudante brasileiro de 9 anos que teve as pontas de dois dedos amputadas dentro de uma escola pública em Cinfães, no distrito de Viseu.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira (18), a Embaixada informou que tanto a representação diplomática em Lisboa quanto o Consulado-Geral do Brasil no Porto estão em contato com a família da criança. O embaixador Raimundo Carreiro enviou ofícios à ministra da Administração Interna e ao ministro da Educação de Portugal solicitando detalhes sobre as providências tomadas e os desdobramentos do caso.

O Ministério da Educação português já determinou a abertura de uma investigação. Segundo a pasta, a Inspeção-Geral da Educação e Ciência instaurou um processo de averiguações a pedido da Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares. Paralelamente, o Agrupamento de Escolas de Souselo abriu um inquérito interno.

A mãe do menino, Nivia Estevam, relatou o episódio nas redes sociais. Segundo ela, duas crianças teriam prendido os dedos do filho na porta do banheiro, impedindo-o de sair para pedir ajuda. O menino perdeu muito sangue, arrastou-se para fora do local e passou por uma cirurgia de três horas no Hospital de São João, no Porto. Ela afirma que o filho ficará com sequelas físicas e psicológicas.

A mãe também criticou a atuação da escola, alegando que outras agressões já haviam sido comunicadas anteriormente, como puxões de cabelo e enforcamento, sem que providências fossem tomadas. No dia do incidente, segundo ela, a direção não acionou imediatamente as autoridades e o local foi limpo antes da chegada da família.

A defesa da escola disse que os procedimentos de socorro foram acionados de forma adequada, mas não deu detalhes por causa do inquérito interno.

Após a repercussão do caso, um grupo de 15 advogados se ofereceu para representar gratuitamente a família. A equipe deve formalizar uma queixa ao Ministério Público e atuar nas esferas administrativa, civil e, possivelmente, criminal.

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