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Mato Grosso do Sul, 18 de maio de 2024
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Brasil e Japão assinam acordo de cooperação para indústria e economia verde

Acordo busca explorar oportunidades nas áreas de descarbonização e transição energética, economia circular, economia digital, cadeia de valor global, mobilidade verde e bioeconomia
Fotos: Ricardo Stuckert/PR
Fotos: Ricardo Stuckert/PR

Em um esforço conjunto para impulsionar a cooperação econômica e industrial entre Brasil e Japão, os governos dos dois países anunciaram um acordo de cooperação para promover o desenvolvimento mútuo com foco em economia verde.

Este foi um dos diversos atos assinados nesta sexta-feira (3), no Palácio do Planalto, durante a visita oficial do primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

O acordo, firmado entre o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e o ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Ken Saitô, tem como uma das principais metas elevar a cooperação industrial entre os dois países a uma nova dimensão, focando não apenas na quantidade, mas também na qualidade das parcerias.

Isso inclui incentivar a transferência de tecnologia, promover o desenvolvimento local de pesquisa e explorar oportunidades nas áreas de descarbonização e transição energética, economia circular, economia digital, cadeia de valor global, mobilidade verde e bioeconomia.

O acordo também estabelece diretrizes para aprimorar as estruturas de cooperação, incluindo o compartilhamento de informações, capacitação e diálogo regulatório.

Agenda ambiental foi um dos temas da reunião entre Lula e Fumio Kishida

Com a expectativa de ampliar a trocas comerciais entre Brasil e Japão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou os japoneses a adotarem o Brasil como parceiro estratégico e preferencial. Nesta sexta-feira (3/4), Lula recebeu, no Palácio do Planalto, o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, acompanhado de uma comitiva de empresários do país.

“Esse País resolveu ser grande, desenvolvido. O Brasil quer sair do grupo de países em via de desenvolvimento. Queremos nos transformar em um país altamente desenvolvido, temos estabilidade jurídica, fiscal, econômica, social e temos uma coisa sagrada que é previsibilidade. Aqui todo mundo sabe o que vamos fazer”, disse Lula em declaração à imprensa após reunião com o primeiro-ministro japonês.

Em 2023, o Japão foi o segundo parceiro comercial do Brasil na Ásia e o nono no mundo, com intercâmbio comercial de US$ 11,7 bilhões e superávit brasileiro de US$ 1,491 bilhão.

“Já tivemos um fluxo da balança comercial de quase US$ 18 bilhões e hoje caiu para US$ 11 bilhões. É pouco para um país que é a terceira economia do mundo”, observou Lula. E acrescentou “O Brasil é um país que oferece todas as possibilidades na construção de parceria entre empresários brasileiros e japoneses”.

O Brasil é um grande exportador de ferro, frango, café, alumínio e milho para o Japão e importa para o país, sobretudo, produtos manufaturados, com ênfase nas autopeças, compostos químicos, instrumentos de medição e circuitos integrados.

Há interesse brasileiro em diversificar as trocas comerciais. Umas das prioridades é obter acesso ao mercado japonês para a carne bovina brasileira e ampliar acesso à carne suína, para o qual apenas Santa Catarina está habilitada a exportar. O Japão importa 70% da carne bovina que consome e 80% dela vem da Austrália e dos Estados Unidos.

Meio Ambiente

A agenda ambiental foi um dos temas da reunião entre Lula e Fumio Kishida. Em declaração à imprensa, o presidente brasileiro destacou a importância da atenção a preservação ambiental e ao aquecimento global. “A América do Sul se apresenta como um lugar de ouro para investimento, para discussão da transição energética, climática e para produzir a energia limpa”, disse.

Lula relatou que, logo no início da reunião, o primeiro-ministro japonês manifestou solidariedade à população do Rio Grande do Sul atingida pelas chuvas. Lula reafirmou o compromisso do Governo Federal em prestar todo o apoio necessário à região.

Ampliação das relações – Fumio Kishida destacou o potencial de ampliação das relações comerciais entre Brasil e Japão. “Ao levar em consideração o potencial da cooperação entre os dois países, muitas iniciativas em mais uma ampla gama de campos ainda podem ser esperadas”, disse.

“Dessa vez visitei essa terra com uma missão econômica com mais de 150 pessoas que representam as empresas japonesas e os órgãos do governo japoneses e foram assinados cerca de 40 memorandos de cooperação nos setores públicos e privados. Esse memorando se tornarão um dispositivo de estímulo para elevar as relações econômicas bilaterais para o próximo nível”, afirmou o primeiro-ministro japonês.

Ele ainda afirmou que apoia as prioridades do Brasil na presidência do G20. “Juntamente com o Brasil vamos manter e fortalecer uma ordem internacional livre e aberta com base no estado de direito”.

Fumio Kishida disse que, no campo ambiental, na reunião com Lula foi tratado o lançamento de uma iniciativa internacional para alcançar a neutralidade de carbono por meio da combinação de biocombustíveis do Brasil com equipamento de mobilidade de alta eficiência do Japão.

Lula e Fumio Kishida também citaram os laços entre os dois países por meio do intercâmbio entre os povos. O Brasil conta com a maior população nipodescendente fora do Japão, estimada em mais de 2 milhões de pessoas. Por outro lado, o Japão abriga a 5ª maior comunidade brasileira no exterior, com cerca de 211 mil nacionais.

Entre os acordos assinados pelos representantes dos dois países estão temas com cooperação para o desenvolvimento mútuo com foco em economia verde, agricultura e melhoria de terras degradadas para garantir a segurança alimentar e segurança cibernética.

Fórum empresarial

No sábado (4/5), o primeiro-ministro japonês participará, em São Paulo, ao lado do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) Geraldo Alckmin, do Fórum Empresarial Brasil-Japão, evento com lideranças da iniciativa privada de ambos os países, organizado por entidades setoriais com apoio da ApexBrasil e da Agência Japonesa de Comércio Internacional (Jetro).

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