Mato Grosso do Sul, 17 de junho de 2026
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Brasil inaugura primeiro Samu Indígena Bilíngue com atendimento 24 horas em Mato Grosso do Sul

Serviço pioneiro, com atendimento 24 horas e equipe bilíngue, beneficiará 25 mil indígenas das etnias Guarani, Kaiowá e Terena, fortalecendo o SUS com abordagem culturalmente adequada
Imagem - João Risi / MS
Imagem - João Risi / MS

No último sábado, 9 de agosto, data que marcou o Dia Internacional dos Povos Indígenas, o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, oficializou a inauguração do primeiro Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) Indígena do Brasil. A base está localizada na Aldeia Jaguapiru, na reserva indígena de Dourados, Mato Grosso do Sul, e funcionará 24 horas por dia, oferecendo atendimentos de urgência e emergência para uma população estimada de 25 mil indígenas.

A iniciativa inédita no país tem como diferencial a presença de profissionais bilíngues, fluentes em português e guarani, visando eliminar barreiras linguísticas e culturais que frequentemente dificultam o atendimento médico em comunidades tradicionais. A nova estrutura está instalada na área do Hospital da Missão Evangélica Kaiowá e conta com equipe preparada para oferecer respostas rápidas e precisas em situações críticas.

O secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, destacou a relevância da medida e o simbolismo da data escolhida para a entrega. “Essa ação integra um conjunto de esforços para garantir atenção integral à população indígena, começando pela atenção primária à saúde. É um trabalho conduzido pelo presidente Lula e pelo ministro Alexandre Padilha, fortalecendo o SUS com este projeto piloto”, afirmou.

Com a entrada em operação da ambulância exclusiva, o tempo médio de espera nos atendimentos deve cair pela metade. Antes, os indígenas dependiam do Samu municipal de Dourados, o que frequentemente gerava atrasos devido à alta demanda e à distância. Para a manutenção do novo serviço, o Ministério da Saúde repassará anualmente R$ 341 mil. A medida também se insere no plano de universalização do Samu 192 até 2026, que prevê cobertura integral do serviço no país.

O Samu indígena é composto por 14 profissionais, entre enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores-socorristas, sendo sete deles indígenas. Esses colaboradores atuam como elo direto com a comunidade, não apenas pela fluência no guarani, mas também pelo conhecimento dos costumes e práticas culturais das etnias atendidas. Todos os pacientes serão encaminhados, quando necessário, para hospitais de referência da região, como o Hospital Universitário da Grande Dourados, que também dispõe de equipe bilíngue.

Cada ambiente da base do Samu 192 Indígena recebeu denominação em guarani, reforçando o compromisso do SUS em oferecer um atendimento universal e culturalmente adequado. O serviço se soma aos investimentos federais realizados desde o início de 2023, quando foram entregues 2.462 novas ambulâncias para municípios em todas as regiões do país, número seis vezes maior que o registrado entre 2019 e 2022.

Atualmente, o Brasil conta com mais de 4,3 mil ambulâncias em circulação, atendendo cerca de 190 milhões de brasileiros em 4.207 municípios. A meta do governo é entregar mais 2,3 mil veículos até 2026, sendo 1,3 mil já previstos para 2025, consolidando a estratégia de expansão e eficiência no atendimento pré-hospitalar de urgência.

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