Mato Grosso do Sul, 21 de julho de 2026
Campo Grande/MS: Carregando...

Brasil reafirma liderança global no combate à fome em abertura de conferência das Nações Unidas em Brasília

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva destaca saída do país do mapa da fome e defende que erradicação da miséria deve ser prioridade máxima dos governantes em fórum regional da Fao
Imagem - RICARDO STUCKERT/PR
Imagem - RICARDO STUCKERT/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou nesta quarta feira a trigésima nona Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura voltada para a América Latina e o Caribe. O evento realizado em Brasília funciona como o principal fórum para a definição de prioridades estratégicas da organização para o biênio de dois mil e vinte e seis a dois mil e vinte e sete.

Durante seu discurso de abertura o chefe do executivo brasileiro afirmou com convicção que o país deu exemplo ao mundo por duas vezes provando que é plenamente possível garantir o direito sagrado à alimentação diária para toda a população através de políticas públicas consistentes e vontade política inabalável.

A saída do Brasil do Mapa da Fome foi o ponto central da fala presidencial que associou o sucesso nacional ao fortalecimento da agricultura familiar e à ampliação real da renda das famílias mais vulneráveis. Lula criticou duramente a falta de compromisso de grandes potências globais afirmando que o planeta já possui conhecimento tecnológico e genético suficiente para produzir muito mais alimentos do que o necessário para o consumo humano. Segundo o mandatário a persistência da fome no mundo decorre de uma escolha política deliberada onde recursos vultosos que deveriam combater a pobreza extrema acabam sendo direcionados para o financiamento de conflitos armados e para a indústria da guerra.

O encontro que ocorre a cada dois anos reúne delegados de diversas nações parceiras como Paraguai Peru e Uruguai além de especialistas do setor acadêmico e representantes do setor privado internacional. Além dos debates políticos a conferência celebra os oitenta anos de existência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura com exposições montadas no Palácio Itamaraty.

O governo brasileiro aproveita o fórum para apresentar iniciativas de sucesso desenvolvidas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social que integram transferência de renda com acesso a alimentos saudáveis através de programas de aquisição direta de produtores locais.

O ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira ressaltou que a América Latina e o Caribe formam uma potência agroalimentar inovadora profundamente conectada com a preservação das florestas e das águas continentais. Ele destacou que a região foi a primeira a assumir um compromisso coletivo de erradicar a fome através do multilateralismo ativo e da cooperação Sul Sul.

Já o ministro do Desenvolvimento Agrário Paulo Teixeira enfatizou o papel da agricultura familiar como parte essencial da solução para as crises climáticas defendendo que o acesso à terra e ao crédito técnico são ferramentas de autonomia para jovens produtores e comunidades indígenas e quilombolas.

No campo da inovação o ministro da Agricultura e Pecuária Carlos Fávaro apresentou recordes brasileiros no registro de bioinsumos que ajudam a reduzir custos e a dependência química de fertilizantes estrangeiros. O uso de fixação biológica de nitrogênio em lavouras de soja foi citado como um exemplo de como a ciência brasileira consegue mitigar as emissões de carbono e fortalecer a resistência dos sistemas alimentares frente ao aquecimento global. O diretor geral da organização internacional Qu Dongyu elogiou os avanços consistentes do Brasil e reafirmou que as políticas públicas nacionais servem de modelo para outras nações que buscam soberania nutricional e segurança alimentar.

A conferência seguirá com debates técnicos sobre desenvolvimento rural e sistemas produtivos sustentáveis até o encerramento das atividades oficiais no Distrito Federal. O governo brasileiro reafirmou que o combate à fome deve ser tratado como prioridade zero e não apenas como uma ação isolada de caridade ou de entidades não governamentais. A meta é consolidar orientações claras e compromissos orçamentários robustos que transformem o conhecimento tecnológico em comida na mesa de milhões de pessoas garantindo que o direito fundamental de tomar café almoçar e jantar seja respeitado como um pilar de dignidade humana.

A cooperação trilateral desenvolvida pela Agência Brasileira de Cooperação também ganhou destaque como uma forma de exportar tecnologia social para países africanos e caribenhos. O compartilhamento de experiências em merenda escolar e bancos de alimentos demonstra que o Brasil está disposto a liderar uma coalizão global contra a insegurança alimentar. Para os participantes o fórum em Brasília é uma oportunidade única de alinhar as metas de desenvolvimento sustentável da Onu com a realidade produtiva do campo garantindo que a preservação ambiental caminhe lado a lado com a erradicação definitiva da miséria e da desnutrição infantil em todo o continente.

#Noticias #Brasil #Lula #Fao #CombateAFome #Agricultura #SegurançaAlimentar #Brasília #Politica #Economia #Saude #Onu


Suas preferências de cookies

Usamos cookies para otimizar nosso site e coletar estatísticas de uso.