Mato Grosso do Sul, 21 de julho de 2026
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Calor intenso, baixa umidade e ventos fortes colocam Mato Grosso do Sul em estado de atenção

Tempo seco predomina em todo o Estado, temperaturas podem chegar aos 36°C, rajadas ultrapassam 70 km/h e autoridades reforçam alertas para queimadas, hidratação e cuidados com a saúde

Mato Grosso do Sul enfrentará mais um dia de calor intenso, predomínio de sol e condições climáticas que exigem atenção redobrada da população. A atuação de um sistema de alta pressão atmosférica mantém o tempo firme em praticamente todas as regiões do Estado, reduzindo significativamente a formação de nuvens e impedindo a ocorrência de chuvas. Como consequência, o ar permanece extremamente seco, as temperaturas continuam elevadas e os ventos ganham força ao longo do dia.

Além do calor, outro fator preocupa as autoridades: a umidade relativa do ar poderá atingir índices considerados críticos para a saúde, ficando entre 10% e 30% em diversas regiões. Esses valores estão muito abaixo do recomendado para o organismo humano e aumentam os riscos de problemas respiratórios, desidratação, irritações na pele, desconforto nos olhos e agravamento de doenças alérgicas.

Na Capital, Campo Grande deverá registrar temperaturas entre 22°C e 31°C. As primeiras horas do dia terão clima mais ameno, porém o aquecimento será rápido durante a manhã, mantendo o sol predominante e sem previsão de chuva.

No interior, o calor será ainda mais intenso. Corumbá deverá registrar a maior temperatura do Estado, com máxima prevista de 36°C. Porto Murtinho aparece logo em seguida, com possibilidade de atingir 35°C durante a tarde.

Na região norte, Coxim terá mínima de 19°C e máxima de 35°C, enquanto Camapuã poderá variar entre 19°C e 34°C. Já em Paranaíba, os termômetros deverão marcar a menor temperatura entre os municípios monitorados, iniciando o dia com 16°C e chegando aos 33°C durante a tarde.

Essa diferença entre as temperaturas da manhã e da tarde evidencia a elevada amplitude térmica registrada em Mato Grosso do Sul. Em algumas cidades, a variação poderá alcançar entre 15°C e 20°C no mesmo dia, exigindo cuidados principalmente com crianças, idosos e pessoas mais sensíveis às mudanças bruscas de temperatura.

Nas regiões pantaneira e sudoeste, as mínimas deverão oscilar entre 23°C e 26°C, enquanto as máximas poderão atingir entre 34°C e 37°C.

No Bolsão, norte e leste do Estado, as mínimas variam entre 16°C e 19°C, com máximas previstas entre 32°C e 35°C.

Já na região sul, Cone Sul e Grande Dourados, as temperaturas deverão variar entre 19°C e 22°C nas primeiras horas do dia, chegando a máximas entre 30°C e 34°C durante a tarde.

Outro fator que merece atenção são os ventos. As rajadas deverão soprar predominantemente do quadrante norte, com velocidades variando entre 50 km/h e 70 km/h em diversos municípios.

Em pontos isolados, os ventos poderão ultrapassar 70 km/h e até mesmo superar os 80 km/h, aumentando o risco de queda de galhos, placas de publicidade, estruturas metálicas, coberturas leves e objetos soltos em áreas abertas.

A recomendação é que a população evite permanecer sob árvores durante os períodos de vento mais intenso, mantenha atenção ao estacionar veículos próximos de árvores antigas ou estruturas frágeis e recolha objetos que possam ser lançados pela força do vento.

O tempo extremamente seco também aumenta significativamente o risco de incêndios em áreas urbanas e rurais. Com vegetação ressecada, altas temperaturas e ventos constantes, qualquer pequeno foco de fogo pode ganhar grandes proporções em poucos minutos.

A Defesa Civil alerta que a população deve evitar qualquer tipo de queimada, seja para limpeza de terrenos, eliminação de lixo ou preparação de áreas rurais. Além de representar crime ambiental em diversas situações, o uso do fogo nessas condições climáticas pode provocar incêndios de grandes proporções, colocando em risco vidas, propriedades, animais e áreas de preservação ambiental.

Outra orientação importante é jamais descartar pontas de cigarros às margens de rodovias, estradas ou terrenos com vegetação seca. Pequenas faíscas podem iniciar incêndios rapidamente quando a umidade está muito baixa e os ventos favorecem a propagação das chamas.

As autoridades também orientam produtores rurais, trabalhadores do campo e moradores de áreas próximas à vegetação a manterem atenção constante diante de qualquer sinal de fumaça. A comunicação rápida aos órgãos de emergência pode impedir que pequenos focos se transformem em grandes incêndios florestais.

O Corpo de Bombeiros já registra aumento nas ocorrências relacionadas a queimadas em terrenos, situação que acompanha o período mais seco do ano. A tendência é de que o número de atendimentos aumente caso persistam as atuais condições climáticas.

Os efeitos do ar seco também atingem diretamente a saúde da população. Médicos recomendam aumentar o consumo de água ao longo do dia, mesmo sem sensação de sede, evitando quadros de desidratação.

Também é importante evitar atividades físicas intensas entre o fim da manhã e o meio da tarde, período em que as temperaturas atingem seus maiores valores e a umidade relativa do ar alcança os menores índices.

A Defesa Civil recomenda que crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias recebam atenção especial durante esse período. Esses grupos apresentam maior sensibilidade às condições extremas do clima e podem desenvolver complicações com maior facilidade.

Outro cuidado importante envolve a proteção da pele. O tempo seco favorece o ressecamento da pele, dos lábios e das mucosas, podendo provocar rachaduras, irritações e desconforto.

Especialistas orientam o uso diário de hidratantes corporais, protetor labial e protetor solar, mesmo em dias sem nuvens. A exposição prolongada ao sol deve ser evitada principalmente entre o fim da manhã e o início da tarde, quando a radiação ultravioleta apresenta maior intensidade.

Também é recomendado utilizar roupas leves, chapéus, bonés, óculos de proteção contra os raios solares e procurar permanecer em locais frescos e bem ventilados sempre que possível.

Dentro das residências, uma alternativa para reduzir os efeitos do ar seco é manter recipientes com água nos ambientes, utilizar umidificadores quando disponíveis ou colocar toalhas úmidas nos quartos durante a noite, contribuindo para melhorar a qualidade do ar.

A alimentação também merece atenção. Frutas ricas em água, verduras, legumes e sucos naturais ajudam a manter o organismo hidratado e reduzem os impactos provocados pelas altas temperaturas.

Os animais domésticos também sofrem com o calor intenso e a baixa umidade. A recomendação é manter água limpa e fresca disponível durante todo o dia, oferecer locais protegidos do sol e evitar passeios nos horários de maior calor para prevenir queimaduras nas patas e casos de hipertermia.

O cenário meteorológico indica que o calor, a baixa umidade e os ventos fortes continuarão exigindo atenção em Mato Grosso do Sul. Além dos riscos para a saúde, as condições favorecem incêndios ambientais e exigem responsabilidade da população para evitar qualquer situação que possa provocar queimadas.

Com temperaturas elevadas, umidade em níveis críticos e rajadas intensas de vento, a principal orientação é reforçar a hidratação, proteger a pele, evitar exposição prolongada ao sol, manter atenção aos grupos mais vulneráveis e não utilizar fogo em nenhuma situação que possa colocar em risco o meio ambiente ou a segurança da população.

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