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Mato Grosso do Sul, 22 de maio de 2024
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Com incertezas políticas e fiscais, dólar opera perto de R$ 5,80; Ibovespa sobe

O dólar avançava ante o real na manhã desta terça-feira (9). Às 15h40, a moeda americana subia 0,24% ante o real, para R$ 5,7924. Na máxima, chegou a R$ 5,8744.

Já o Ibovespa avançava 0,79%, aos 111.490 pontos, depois de mudar de sinal algumas vezes ao longo do pregão, em linha com os mercados americanos.

As ações que mais subiam eram as de frigoríficos. Os papéis da Minerva (BEEF3), que apresentou resultados fortes no 4T, subiam 4,9% e lideravam o Ibovespa, ao lado da BRF (BRF3) também com alta de quase 5%. Já na lanterninha, apareciam as ações da CSN (CSNA3) que tombavam 4,5%, com a queda do preço do minério.

Internamente, pesavam as incertezas políticas, com a volta do ex-presidente Lula à corrida presidencial, e fiscais, com a Câmara dos Deputados discutindo o texto da PEC Emergencial.

O texto da PEC enviado pelo Senado será mantido pela Câmara, o que acalmou os mercados. Investidores temiam atraso na votação.

No âmbito global, o mercado assiste a uma queda dos títulos do Tesouro americano, o que em tese dá um respiro para os índices americanos e as moedas emergentes.

Lá fora

Os mercados de ações dos Estados Unidos avançavam nesta terça-feira, com o Nasdaq saltando mais de 3% e recuperando as perdas da sessão anterior, conforme os rendimentos dos títulos dos EUA recuavam e investidores recompunham posições no combalido setor de tecnologia.

Entre os maiores impulsos ao S&P 500 e ao Nasdaq estavam Tesla, Apple, Amazon, Facebook e Microsoft, que saltavam entre 2,4% e 7,2% após perdas acentuadas nas últimas semanas devido ao aumento dos rendimentos, o que levantou preocupações sobre elevados valuations.

Sinais de que o pacote de alívio de US$ 1,9 trilhão estava se aproximando de aprovação final ditaram aumento nos rendimentos dos Treasuries na segunda-feira, empurrando o Nasdaq a uma queda acumulada de mais de 10% desde a máxima de fechamento de 12 de fevereiro, movimento que confirmou a entrada do índice em território de correção.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA (os chamados Treasuries) com vencimento em dez anos diminuíam para 1,5559%, ante 1,594% da véspera, após pairarem perto da máxima em 13 meses de 1,613% na sessão anterior.

Os rendimentos de prazos mais longos aumentaram no último mês, à medida que investidores colocaram nos preços uma recuperação econômica mais rápida do que o esperado e uma inflação mais alta.

Rendimentos mais altos podem pesar ainda mais sobre as ações de tecnologia e de crescimento com valuations elevados, pois ameaçam corroer o valor de seus fluxos de caixa de longo prazo.

“As ações de tecnologia estão inclinadas a algum tipo de recuperação após a queda que tiveram até agora, com a maioria dos investidores mantendo uma perspectiva positiva (sobre elas) no médio a longo prazo”, disse Michael Sheldon, diretor de investimentos da RDM Financial, em Westport, Connecticut.

Às 12h44 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,79%, a 32.052 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 1,778691%, a 3.889 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 3,42%, a 13.040 pontos.

Já as bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única nesta terça-feira (9), com algumas delas sustentadas pelo avanço dos índices futuros de Wall Street e queda dos rendimentos dos Treasuries durante a madrugada e as chinesas prejudicadas pela perspectiva de retirada de estímulos.

O índice acionário japonês Nikkei subiu 0,99% em Tóquio hoje, a 29.027,94 pontos, graças também à fraqueza do iene, que mais cedo atingiu seu menor nível ante o dólar em nove meses, enquanto o Hang Seng avançou 0,81% em Hong Kong, a 28.773,23 pontos, e o Taiex se valorizou 0,21% em Taiwan, a 15.853,09 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no azul, com ganho de 0,47% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 6.771,20 pontos.

Nas últimas horas, os índices futuros das bolsas de Nova York exibiram tendência de alta, à medida que os juros dos Treasuries de longo prazo voltaram a cair, aliviando temores de que a recuperação da economia global e pressões inflacionárias levem bancos centrais a reverter suas políticas ultra-acomodatícias.

Por outro lado, os mercados da China continental tiveram um segundo dia de fortes perdas, em meio à avaliação de que Pequim poderá agir para conter o avanço de dívidas e prevenir a formação de bolhas de ativos. O Xangai Composto teve queda de 1,82%, a 3.359,29 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 2,84%, a 2.160,91 pontos.

Na semana passada, o governo chinês anunciou que irá buscar crescimento de mais de 6% este ano. A meta ficou bem abaixo das projeções de muitos economistas e foi interpretada como sinal de que Pequim poderá tomar iniciativas para gerenciar riscos ligados a dívidas.

Já a bolsa sul-coreana acumulou perdas pelo quarto pregão seguido nesta terça. Pressionado por ações de empresas de internet e fabricantes de baterias, o Kospi caiu 0,67% em Seul, a 2.976,12 pontos.

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