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Mato Grosso do Sul, 22 de abril de 2024
Campo Grande/MS
Fuente de datos meteorológicos: clima en Campo Grande a 30 días

Cortes na safra brasileira de soja e o reflexo em Chicago; fique por dentro de tudo

Para Safras & Mercado, projeções da Conab e do USDA sobre o atual ciclo estão infladas, mas quebra apontada por demais empresas é exagerada
O tamanho da safra nacional, após os efeitos climáticos, ainda domina as atenções do mercado
O tamanho da safra nacional, após os efeitos climáticos, ainda domina as atenções do mercado

O mercado internacional de soja absorveu ao longo da semana os surpreendentemente baixistas dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na tarde de sexta-feira. O relatório indicou safra e estoques acima do esperado nos Estados Unidos e um corte abaixo do aguardado na produção brasileira:

O tamanho da safra nacional, após os efeitos climáticos, ainda domina as atenções do mercado. Os números do USDA e da Conab (155 milhões de toneladas) estão acima da média das consultoria privadas. Safras & Mercado, por exemplo, indica produção de 151,3 milhões de toneladas.

Nesta semana, a Aprosoja apontou um número em torno de 135 milhões de toneladas e a consultoria Pátria Agronegócios, ligada à Associação, apontou safra de 143 milhões de toneladas. No entanto, na visão de Safras & Mercado, estes números parecem exagerados.

Influência em Chicago

O corte na produção, liderado pela queda no ciclo do maior estado produtor, o Mato Grosso, não chegou a impactar os contratos futuros em Chicago. O motivo é que a safra vinda da América do Sul ainda é volumosa.

Além das 150 milhões de toneladas do Brasil, abaixo do esperado (acima de 160 milhões), mas ainda uma safra cheia, se espera maiores safras do Paraguai, Uruguai e, principalmente, da Argentina.

O país vizinho e terceiro maior produtor mundial é um caso à parte. No ano passado, a produção foi dizimada pelo clima seco, colhendo em torno de 20 milhões de toneladas somente.

Agora, com o bom desenvolvimento das lavouras, há previsões de que até 30 milhões de toneladas poderão ser acrescidas no país vizinho, ou seja, chegando a 50 milhões de toneladas.

Projeções para o esmagamento

O USDA repetiu no levantamento de janeiro a estimativa para o esmagamento em 2,3 bilhões de bushels. A exportação teve sua estimativa mantida em 1,755 bilhão de bushels.

O Departamento norte-americano projetou safra mundial de soja em 2023/24 de 398,98 milhões de toneladas. Em dezembro, a previsão era de 398,88 milhões. Os estoques finais foram elevados de 114,2 milhões para 114,6 milhões de toneladas.

Para o órgão, a China deverá importar 102 milhões de toneladas, repetindo a previsão de dezembro.

Os estoques trimestrais de soja em grão dos Estados Unidos, na posição 1º de dezembro, totalizaram 3 bilhões de bushels. O volume estocado recuou 1% na comparação com igual período de 2022.

Soja em Mato Grosso

Em Mato Grosso, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a falta de chuva foi pautada pelo intenso El Niño nesta temporada, que resultou em dias quentes e longos períodos sem chuvas no decorrer do desenvolvimento da soja em vários municípios de Mato Grosso.

A produção da safra 2023/24 ficou projetada em 39,01 milhões de toneladas no estado, queda de 13,93% ante a safra passada.

Houve quebra expressiva na produtividade das áreas que foram semeadas até o final de outubro, onde o regime de precipitação foi menor que o necessário para o desenvolvimento das lavouras, o que resultou no encurtamento do ciclo da soja e prejudicou o potencial produtivo das plantas.

Colheita brasileira

A colheita da safra de soja 2023/24 do Brasil está em 2,1% da área total esperada até o dia 12 de janeiro. A estimativa parte de levantamento de Safras & Mercado.

Neste ciclo, os trabalhos iniciaram mais adiantados. No mesmo período do ano passado estavam em 1%. Além disso, o ritmo da atual temporada supera também a média dos últimos cinco anos, de 1,7%.

Os estados mais adiantados na colheita são Mato Grosso (6%) e o Paraná (4%).

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