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Mato Grosso do Sul, 2 de março de 2024
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Creatina para idoso que não treina funciona para manter massa magra?

Conhecida por sua eficácia no aumento da performance, substância é capaz de desempenhar papel positivo na vida dos idosos sedentários

À medida que envelhecemos, a busca por estratégias que promovam a saúde e o bem-estar torna-se uma prioridade. Entre os suplementos alimentares que têm ganhado destaque, a creatina, amplamente reconhecida no meio esportivo, desperta a curiosidade quando se trata de seu potencial benefício para idosos que não praticam atividades físicas regulares.

É importante entender que a creatina participa na regeneração da principal fonte de energia livre que as células necessitam para realizar suas atividades: o trifosfato de adenosina (ATP).

Durante o exercício físico, a creatina ressintetiza rapidamente o ATP e com ele, restaura a energia gasta. Assim, ela fornece a energia necessária quando seu corpo realiza um exercício muito intenso e muito rápido. Ou seja, quando você tem creatina disponível, você consegue melhora do seu rendimento físico.

A médica geriatra do Hospital MaterDei, Claudia Caciquinho, afirma ao Terra que a creatina é fundamental para o idoso que está se tornando frágil, cujo rendimento físico é reduzido e cujo organismo percebe qualquer esforço como um esforço intenso e fora do normal.

“É comum, em indivíduos idosos, ocorrer queda na produção de proteínas e no consumo das fontes alimentares de proteínas. A creatina é uma proteína. Portanto, ela também tende a reduzir”, explica a especialista. 

Nesse contexto, a suplementação de creatina aparece como uma estratégia benéfica aos indivíduos idosos. Principalmente para aqueles que estão se tornando frágeis e não realizam atividades físicas regularmente. Mas a reposição precisa ser realizada com cautela e com acompanhamento da função renal, pois pode ter efeitos colaterais, especialmente em idosos com problemas renais e gastrointestinais pré-existentes.

A nutricionista esportiva da Clínica Soloh de Nutrição, Renata Brasil, recomenda que idosos consumam de 3 a 5 gramas de creatina todos os dias. Ela ressalta que a  substância contribui na absorção de cálcio para dentro dos ossos, auxiliando em problemas como osteoporose.

“Além disso, o uso da creatina segura a massa magra que é eliminada na terceira idade. Então a creatina auxilia na manutenção da massa magra nessa fase”, completa a nutricionista. 

Renata ainda destaca que há um aumento no impacto positivo com relação aos benefícios cognitivos quando se fala do uso de creatina nos idosos. Isso porque a creatina está associada à melhora de alguns parâmetros como:

memória de curto e de longo prazo;
redução de fadiga mental;
aumento da rapidez na realização de tarefas que exigem processamento. 

“Esse processamento mental, mesmo mais rápido, todos esses processos dependem de energia cerebral, de ATP, e é onde a creatina atua. Então por isso que como consequência da administração da creatina a gente tem melhora desses parâmetros cognitivos que vão além da performance física”, conclui a especialista.

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