Mato Grosso do Sul, 3 de abril de 2025
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Dólar cai a R$ 5,68 e mercado aguarda anúncio de tarifas dos EUA

Moeda americana recua no Brasil e no exterior, refletindo dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos e a expectativa em torno de medidas comerciais de Trump.

O dólar fechou em queda nesta terça-feira (01/04), com o mercado financeiro no Brasil acompanhando o movimento da moeda norte-americana no exterior. A divisa dos Estados Unidos recuou devido a uma combinação de fatores, incluindo a pesquisa de vagas de emprego e rotatividade de mão de obra nos EUA (JOLTS), além da incerteza que paira sobre os próximos passos comerciais do presidente Donald Trump.

A cotação do dólar à vista terminou o dia a R$ 5,6830, marcando uma queda de 0,42%. Esse valor representa o menor fechamento desde o dia 21 de março, quando o dólar havia terminado o pregão em R$ 5,6761. Com isso, a moeda acumula uma desvalorização de 8,03% no ano, refletindo um movimento de correção em relação à alta observada em meses anteriores.

Na B3, a versão futura do dólar, com vencimento em abril, também caiu 0,35%, sendo negociada a R$ 5,7140.

Pesquisa de vagas e tarifas de Trump pressionam o mercado

O mercado, no entanto, não esteve tranquilo o dia inteiro. O início da sessão registrou uma ligeira alta do dólar frente ao real, mas logo a moeda americana virou e passou a cair ao longo do pregão. Esse movimento foi influenciado pelos resultados de dois indicadores econômicos importantes: a pesquisa JOLTS (Job Openings and Labor Turnover Survey) e os dados do índice de manufatura do ISM.

A pesquisa JOLTS revelou que o número de vagas de emprego abertas nos Estados Unidos caiu em fevereiro. Essa diminuição de vagas foi consequência de um clima econômico mais incerto, causado pela crescente possibilidade de tarifas comerciais impostas por Trump, o que gerou uma retração na demanda por trabalho. Em fevereiro, as vagas de emprego em aberto caíram em 194.000, totalizando 7,568 milhões no último dia do mês.

Esse dado foi interpretado pelos traders como mais uma evidência de que a economia americana começa a dar sinais de desaceleração, refletindo as tensões comerciais e o impacto das tarifas sobre o mercado de trabalho.

Além disso, o mercado também está à espera do que o presidente Donald Trump anunciará em 2 de abril. O governo dos EUA promete divulgar detalhes sobre uma série de tarifas recíprocas que devem afetar vários países e produtos. O impacto dessa decisão ainda é incerto, e a falta de detalhes até o momento tem deixado os investidores cautelosos.

Incerteza e cautela tomam conta do mercado

Na véspera de seu esperado anúncio, Trump causou mais incertezas ao afirmar que “todos os países serão atingidos” pelas tarifas de importação, afastando a ideia de que as medidas seriam direcionadas a algumas nações específicas. Essa declaração reforçou a expectativa de que o mercado global ainda está longe de ver clareza nas políticas comerciais do governo norte-americano, o que tem gerado uma sensação de aversão ao risco entre os investidores.

Essa expectativa também está afetando o comportamento do dólar no mercado brasileiro, onde a moeda americana oscila acompanhando o movimento global e as especulações sobre as medidas que Trump pode tomar. A postura do presidente dos EUA tem gerado forte volatilidade nas bolsas e nos mercados cambiais, com investidores aguardando mais informações antes de tomar decisões mais definitivas.

Cotação do dólar no Brasil

  • Dólar comercial
    Compra: R$ 5,683
    Venda: R$ 5,683
  • Dólar turismo
    Compra: R$ 5,741
    Venda: R$ 5,921

O mercado financeiro segue atento às movimentações no exterior e à expectativa de novos dados econômicos dos EUA. A tendência é que o dólar continue apresentando flutuações, refletindo o clima de incerteza global em torno das tarifas comerciais e da recuperação econômica pós-pandemia.

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