A quarta-feira foi marcada por oscilações no câmbio, com o dólar fechando em alta, mas ainda abaixo da marca de R$ 5,70. A apreensão no mercado financeiro se deve à espera pelo anúncio das novas tarifas de importação dos Estados Unidos, que podem impactar diversos setores da economia global. Os investidores optaram por uma postura mais cautelosa, buscando proteção na moeda norte-americana antes do detalhamento das medidas.
Movimentação do Dólar
O dólar à vista encerrou o dia com uma alta de 0,23%, sendo cotado a R$ 5,6963. Apesar desse avanço pontual, a moeda ainda acumula uma desvalorização de 7,81% em relação ao real no ano. Já o dólar comercial subiu 0,27%, fechando a R$ 5,698 na compra.
Na Bolsa de Valores (B3), o dólar futuro para abril apresentou uma alta de 0,25%, sendo negociado a R$ 5,7260, refletindo a precaução dos agentes financeiros com os próximos movimentos da economia global.
Cotação do Dólar no Fechamento
Dólar Comercial: Compra: R$ 5,698 Venda: R$ 5,699
Dólar Turismo: Compra: R$ 5,749 Venda: R$ 5,929
Tensão no Mercado e Impacto Global
No início do dia, o dólar chegou a operar em queda, seguindo o movimento de desvalorização da moeda americana diante de divisas fortes, como o euro e o iene. Entretanto, ao longo da sessão, a tendência se inverteu, impulsionada pela cautela do mercado. Investidores buscaram refúgio no dólar frente ao real, em sintonia com a desvalorização de outras moedas emergentes, como o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano.
“O dólar deu uma virada no Brasil acompanhando o movimento das divisas ligadas às commodities. Com a tensão sobre a imposição de tarifas pelos Estados Unidos, há receio sobre a demanda global por matérias-primas”, explicou Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora.
Com a expectativa pelo anúncio de Donald Trump, que estava programado para o fim do dia, os investidores preferiram manter posições conservadoras, evitando grandes apostas no mercado de câmbio antes de saberem os detalhes da medida.
Reação do Banco Central e Expectativa para os Próximos Dias
Na tentativa de conter a volatilidade do mercado, o Banco Central do Brasil realizou a venda integral da oferta de 20 mil contratos de swap cambial. Essa medida busca fornecer liquidez ao mercado e reduzir oscilações abruptas na cotação do dólar.
O próximo pregão deve refletir com mais clareza os impactos das decisões de Donald Trump. Se as novas tarifas forem consideradas agressivas para o comércio internacional, o dólar pode continuar sua tendência de alta. Caso as medidas sejam mais brandas do que o esperado, há possibilidade de alívio no mercado cambial.
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